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Três cidades do DF estão em estado de alerta para a infestação de Aedes

Diante do crescimento de 104% no número de casos de dengue este ano, o GDF antecipa medidas para controlar o mosquito e, assim, evitar que em 2017 a doença se espalhe com mais intensidade. Em pelo menos três regiões - Lago Norte, Lago Sul e Asa Norte -, a infestação preocupa

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postado em 14/10/2016 06:00 / atualizado em 14/10/2016 12:18

Otávio Augusto

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
 
 
A 68 dias do início oficial do verão, período mais crítico do ano para as infecções transmitidas pelo Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde escalou quase 3 mil homens para o combate do mosquito na capital federal. Na segunda-feira, o Executivo local vai divulgar o calendário das ações, que começam em novembro. Três regiões administrativas estão em estado de alerta. A conclusão está no Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado na última semana de setembro. O documento ainda não está disponível para consulta, mas a Subsecretaria de Vigilância à Saúde adiantou ao Correio que a infestação do mosquito no Lago Norte, no Lago Sul e na Asa Norte é preocupante. Nessas regiões, o índice está acima do nível considerado seguro pelo Ministério da Saúde.

Especialistas estão preocupados com as estatísticas da capital federal e alertam para o possível aumento de casos no próximo ano. Até 10 de outubro, a Secretaria de Saúde registrou 82 infecções de dengue por dia no DF. Ao todo, 23.228 tiveram a doença em 2016. A infestação do mosquito elevou também os índices de outros dois males: a zika, que acometeu 194 pessoas — das quais 38 gestantes — e a chicungunha, com outros 162 casos. No total, 38 pessoas tiveram dengue hemorrágica e 20 morreram. Quando comparado ao mesmo período de 2015, o DF teve um aumento de 104% no volume de infecções.

Historicamente, depois de maio, há uma queda dos casos a um nível muito próximo de zero. Este ano, entretanto, houve uma continuidade da dengue o ano inteiro. A temperatura e a quantidade de chuva também interferem no número de casos de dengue: quanto mais quente e úmido, maior a proliferação do mosquito e o número de infecções. Os piores momentos, segundo as autoridades sanitárias, foram em fevereiro e março, período em que, por semana, a pasta notificou uma média de 1,1 mil casos novos. No ano passado, o aumento de casos ocorreu entre abril e maio.

A Secretaria de Saúde admite falhas no controle. A pasta alega que a transmissão ocorreu antecipadamente este ano. Entre as principais dificuldades estão o baixo efetivo de agentes epidemiológicos, a grande aglomeração populacional e a circulação de pessoas. Brazlândia, Ceilândia, São Sebastião, Taguatinga, Planaltina e Samambaia são as regiões administrativas que apresentam maior número de casos, respondendo por 9.817 do total — um percentual de 56% dos casos ocorridos (veja Infecções). A faixa etária mais atingida varia entre 20 e 49 anos.

Ação
A cada semana, oito cidades passarão pelo combate. O cronograma da Secretaria de Saúde conta com 2 mil agentes comunitários de saúde, 546 agentes de Vigilância Ambiental em Saúde, 220 homens das Forças Armadas, 40 bombeiros, além do reforço de servidores do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e das administrações. “Temos que entrar 2017 com a infestação baixa para quebrar o pico. Vamos antever o problema, diferentemente de 2016. Esse foi um ano atípico. Por isso, elaboramos um planejamento que vale até junho de 2017”, detalha Denilson Magalhães, assessor de Mobilização Institucional e Social para a Prevenção de Endemias da Subsecretaria de Vigilância à Saúde.

Na tarde de ontem, o presidente do Comitê Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Antônio Bandeira, avaliou a situação do Distrito Federal. “Os números mostram que é preciso melhorar o diagnóstico das doenças. Tenho dúvidas se todos os casos de dengue são realmente a infecção. Outra questão é o controle vetorial. Teríamos que implementar novas tecnologias de controle vetorial. Jogar fumacê em todo o DF não adianta. Atingindo o mosquito, atacamos as três doenças”, critica.
 
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