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Médico é condenado por morte de jornalista em cirurgia de lipoescultura

A Justiça considerou o médico Haeckel Cabral Moraes culpado pela morte de Lanusse Martins Barbosa, que teve o rim perfurado durante uma cirurgia

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postado em 14/10/2016 14:39 / atualizado em 14/10/2016 15:20

Luiz Calcagno

Divulgação
A Justiça considerou o médico Haeckel Cabral Moraes responsável pela morte da jornalista Lanusse Martins Barbosa.  Condenado a dois anos de prisão por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), o juiz Nelson Ferreira Júnior, da 6ª Vara Criminal de Brasília substituiu a punição do cirurgião  por duas penas restritivas de direito ainda não determinadas. Lanusse morreu em 25 de janeiro de 2010, após se submeter a um procedimento de lipoescultura no Centro Clínico Pacini.

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A sentença foi proferida em 7 de outubro. O local onde ocorreu a cirurgia plástica não possuía UTI, banco de sangue ou ambulância. Para completar, Haeckel operou Lanusse sem a presença de um auxiliar e, acidentalmente, perfurou o rim da paciente com a cânula de aspiração. Ela sofreu hemorragia interna e um choque hipovolêmico, causado pela perda excessiva de sangue.

A Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida) denunciou o profissional por homicídio doloso qualificado. O juiz da 6ª vara criminal considerou a conduta do cirurgião como negligente, imperita e imprudente, mas considerou que não havia elementos para considerar a morte da jornalista como dolosa.

Memória

Lanusse Martins Barbosa entrou na Centro Clínico Pacini para fazer uma lipoescultura em 25 de janeiro de 2010, mas foi vítima de um erro médico que a levou a morte na mesa de cirurgia. Durante o procedimento, o médico Haeckel Cabral Moraes, responsável pela operação, perfurou uma veia do rim esquerdo, causando uma hemorragia interna, que resultou em um choque hipovolêmico e, consequentemente, uma série de paradas cardiorrespiratórias

A jornalista perdeu cerca de 2 litros de sangue. Haeckel Cabral, que operava sem um auxiliar e em um estabelecimento sem Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ainda tentou reanimar a paciente com massagens cardíacas por mais de uma hora. Inicialmente o médico seria indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas o depoimento de uma anestesista mudou os rumos do caso.

Segundo a anestesista, o médico teria sido alertado sobre a perda dos sinais vitais da jornalista, mas não teria tomado as devidas providências. A delegada responsável pelo caso defendeu que o médico poderia ter salvado a vida de Lanusse, mas assumiu o risco.

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