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Militares da Marinha treinam em Formosa para combates reais de guerra

Misséis, tanques, fuzis e mais de 2 mil homens compõem a cena. O objetivo da operação é o treinamento de fuzileiros novos e antigos

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postado em 18/10/2016 06:10 / atualizado em 18/10/2016 11:26

Pedro Azevedo Silva - Especial para o Correio

Ed Alves/CB/D.A Press
 
A maior operação da Marinha do Brasil no Planalto Central ocorre a cerca de 90km do Plano Piloto. A cena de guerra acontece, desde o dia 7 de outubro, em uma extensa área de cerrado, que percorre quase todo o leste do quadrado do Distrito Federal. São 2.364 fuzileiros navais simulando situações de combate, na Operação Formosa 2016. As atividades seguem até dia 21, quando os militares retornam à Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro.
 
 
O objetivo da operação, de acordo com a Marinha do Brasil, é o treinamento de fuzileiros em formação e a atualização de veteranos, para que estejam preparados em caso de conflitos reais. Para isso, os militares simulam a tomada de uma praia dominada por tropas adversárias. Devido à extensão do território — 58km de comprimento e 33km de largura —, armamentos pesados e mísseis de longo alcance podem ser disparados pelos militares sem grandes preocupações.

O próprio transporte de tropas, armamentos, mantimentos, munições, alimentos e dos 179 veículos — entre carros de combate, veículos blindados, drones, helicópteros e aviões — faz parte do exercício militar. Foram necessários quatro dias para que se deslocassem pelos 1.625km que separam São Pedro da Aldeia/RJ do município goiano de Formosa. Lá, existe um campo de treinamento do Exército, onde, desde 2008, a Marinha realiza, anualmente, a operação. Os gastos para organizar a simulação não foram informados.
 
Ed Alves/CB/D.A Press

Embora nunca tenha utilizado os conhecimentos em uma guerra real, o comandante do Esquadrão de Caças da Marinha, capitão de fragata Alexandre Tonini, acredita que os militares devem estar preparados para agir a qualquer instante. “Treinamos para evitar que exista o combate. Quanto mais preparadas as nossas tropas, menor a possibilidade de um inimigo externo tentar algo contra o país”, disse.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, visitou ontem a operação e, na opinião dele, treinamentos como o de Formosa se justificam por capacitarem as tropas a proteger as fronteiras brasileiras. “Não temos guerra, mas temos 8,5 milhões de km², 4,5 milhões de km² de águas jurisdicionais e estruturas estratégicas para defender, especialmente, o pré-sal. Evidentemente que nós torcemos que não seja necessário, mas um país pacífico não é um país passivo e tampouco desarmado, porque, se assim for, seguramente será, além de pacífico, um país dominado”, afirmou.
 
Ed Alves/CB/D.A Press

Eventualmente, os fuzileiros também podem agir para em eleições, manifestações e calamidades. “No Haiti, após o furacão Matthew, os fuzileiros foram decisivos para abrir estradas e permitir que chegassem mantimentos, socorro médico, alimento e água a populações que estavam isoladas”, relatou Jungmann.

Para o capitão de fragata e fuzileiro naval Francisco Andrade, o treinamento auxilia o militar a respeitar o uso proporcional de força. “Aprende-se a utilizar o fuzil de modo que não ofereça riscos em controle de distúrbios, como em grandes eventos ou manifestações hostis”, disse.

Ed Alves/CB/D.A Press
 

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
PHILIPE
PHILIPE - 18 de Outubro às 15:55
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
 
Fernando
Fernando - 18 de Outubro às 14:04
Que palhaçada!!!!!
 
henrique
henrique - 18 de Outubro às 14:00
Seria contra os Venezuelanos?
 
Marcus
Marcus - 18 de Outubro às 13:21
Combater quem?no continente,não precisamos de exército nem armas.Somos o maior em tudo. Gastam muito para nada.Pelo menos,deveriam fiscalizar a fronteira.Só assim,para justificar tanto investimento desnecessário.A fronteira fica aberta,a entrada de qualquer coisa.Caminhões entram no país por toda noite,sem fiscalização.
 
Maria
Maria - 18 de Outubro às 12:21
Ainda bem que voltaram!

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