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Adasa autoriza captação de água em 11 pontos do DF, com critérios rigorosos

Agência admite que a fiscalização não consegue cobrir toda a área

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postado em 20/10/2016 06:10

Camila Costa

 

Como se não bastasse estar em meio à maior crise hídrica do Distrito Federal, o brasiliense tem enfrentado um calor acima do normal, mesmo com a chuva que trouxe um refresco no fim do dia. Enquanto o volume útil dos reservatórios de abastecimento de água não param de baixar, a temperatura se mantém alta — apesar de previsão de precipitações isoladas para os próximos dias, os termômetros devem permanecer acima dos 30ºC nos períodos mais quentes. O Descoberto marcou 26,24% e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 33,8ºC nos termômetros ontem. A escassez de água e o calor somados à falta de fiscalização têm trazido ainda alguns problemas, como a captação irregular de água por caminhões-pipa, o que pode comprometer o corpo hídrico e render multa de até R$ 5 mil.

Às 14h, horário limite determinado pela Agência Reguladora de Água, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) para encerrar a captação de água nos 11 pontos autorizados na capital, o Ribeirão Riacho Fundo, na Vila Telebrasília, estava com intensa movimentação. Pelo menos quatro caminhões aguardavam para retirar água do manancial. A captação é autorizada pelo governo, no entanto, há regras. Uma delas é o respeito aos pontos outorgados pela agência. A outra, sobre o horário. Só é permitido a captação entre as 6h e as 14h.

Mas nem sempre isso é respeitado. A reportagem flagrou caminhões abastecendo após as 14h. Uma das empresas, afirmou à reportagem, por telefone, que faz a captação até as 16h, por conta da “sobrecarga” do serviço em tempo de racionamento de água, e cobra cerca de R$ 180 por caminhão-pipa, com capacidade de 10 mil litros. O empresário e motorista de caminhão-pipa Alisson Brito, 30 anos, abastece com frequência na Vila Telebrasília. Ele contou ao Correio que costuma encontrar mais de dois caminhões, até quatro, abastecendo ao mesmo tempo.

Outra regra da Adasa é que apenas um caminhão capte água por vez para não prejudicar os mananciais. “Às vezes, são dois da mesma empresa. E a questão é que isso pode dar problema. Hoje (ontem), tive que esperar mais de uma hora para conseguir puxar a água porque já tinham mais de dois. Como eu sei que é irregular, preferi esperar”, afirmou Alisson. Por conta da espera, ele acabou finalizando a captação após o horário autorizado pela Adasa.

A agência tem conhecimento das irregularidades, porém, afirmou que não há como colocar um fiscal por ponto de captação, todos os dias. A resolução que estabeleceu as normas foi criada em 2014 e reduziu, à época, de 48 para 11 os pontos de captação, a maioria irregulares. “Os pontos foram analisados, consideramos questões ambientais, vias de acesso e todas as questões hídricas, para ver se comportariam as captações. Hoje, temos um regulamento, uma planilha com as empresas autorizadas, a coordenada geográfica de cada ponto, adesivos para identificar os caminhões, mas temos que estruturar melhor essa captação”, admitiu o coordenador de Fiscalização da Superintendência de Recursos Hídricos da Adasa, Hudson Rocha.
 
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