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PM de Goiás mata vigilante em festa no Gama

O crime ocorreu por volta das 5h40 deste domingo (23/10)

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postado em 23/10/2016 11:05 / atualizado em 24/10/2016 10:57

Alexandre de Paula - Especial para o Correio / , Juliana Contaifer

Reprodução/Facebook
 

 

Por volta das 5h40 deste domingo (23/10), um policial, lotado no 19º Batalhão da Polícia Militar de Goiás, atirou em um segurança durante uma festa na quadra 50, do Setor Leste, no Gama. O tiro causou a morte de Kássio Enrique Ribeiro de Souza, 26 anos. A mãe da vítima, que também trabalha na casa de festas fazendo a revista feminina na entrada, viu o filho alvejado na saída e entrou em desespero. 

De acordo com informações da Polícia Civil, o autor dos disparos, Yuri Rafael Rodrigues da Silva Miranda, se entregou espontaneamente após o crime e foi liberado depois de prestar depoimento.  O policial goiano teria atirado depois de uma discussão. O segurança portava um objeto que simulava uma arma.
 
A festa ocorreu na Mansão Millenium, casa de eventos no Gama. O crime será investigado pela 14ª DP. Segundo uma das testemunhas, o policial chegou na festa quando a entrada já estava encerrada e apenas a saída era liberada. Kássio, que era chamado de Kadu pelos amigos, pediu para três carros saírem de ré, pois estavam bloqueando a saída. Em um dos veículos estava Yuri, no banco do carona. O policial se exaltou e começou uma discussão.

Reprodução


O segurança foi buscar reforço e, enquanto isso, o carro saiu de ré e parou em outro local. Quando Yuri viu Kássio, passou a ofendê-lo e chamar para uma briga. O vigilante chegou perto do carro e, sem tempo de reação, levou cerca de sete tiros. Pessoas que estavam no local tentaram reanimar Kássio, que morreu no local.

O policial continuou muito exaltado e ameaçou quem chegava pedindo para guardar a arma. Outros policiais e um bombeiro que estavam na festa viram a confusão e impediram que Yuri fugisse no local.

Não é a primeira vez que um crime ocorre na casa de eventos. Em 2012, um adolescente de 16 anos foi assassinado com tiro na cabeça dentro de uma festa na Mansão. Na ocasião, cerca de 600 pessoas participavam do evento.

Crime no barco

Em menos de um mês, essa é a segunda vez que um policial mata uma pessoa. Em 9/10, o agente da Polícia Federal, Ricardo Matias Rodrigues atirou em Cláudio Müller e em Fábio Cunha em uma festa em barco ancorado no Motonáutica. Cláudio tinha 47 anos de idade, não resistiu e morreu.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
filomena
filomena - 23 de Outubro às 20:04
E ainda deixa ir liivre? que merda de lei e' essa?
 
Sonia
Sonia - 23 de Outubro às 19:13
Em S.Paulo uma universitária foi morta por um policial militar. Agora é assim. Policial mata. Se entrega e fica livre para responder processo. A pergunta é: por que este policiais estão andando armados fora do expediente e em festas? Que tipo de pessoas estão tendo direito a portar armas se a grande maioria da população não o pode fazer? Que tipo de país violento estamos alimentando com estes brutamontes travestidos de policiais?
 
bueno
bueno - 23 de Outubro às 17:01
Historia triste. Não vou fazer julgamento antecipado.
 
edson
edson - 23 de Outubro às 16:21
Este Yuri é o mesmo que TORTUROU algumas MULHERES no novo gama, basta procurar no google para ver as monstruosidade desse psicopata.
 
Leonardo
Leonardo - 23 de Outubro às 11:52
Pode ir atras e ver o resultado do psicotécnico durante a admissão.
 
Vaneide
Vaneide - 23 de Outubro às 11:35
Mais violência pra que?

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