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Correio Braziliense

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Por reajuste, delegados e policiais civis protestam em frente ao Planalto

A categoria pretende, com o ato, sensibilizar o Governo Federal e cobrar o reajuste de 37%. O aumento garantiria a manutenção da paridade salarial com a Polícia Federal

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postado em 24/10/2016 16:44 / atualizado em 24/10/2016 17:08

Luís Nova/Esp. CB/D.A press
 
Ao menos 100 policiais civis do Distrito Federal se reúnem em manifestação em frente ao Palácio do Planalto na tarde desta segunda-feira (24). Eles carregam mochilas e bolsas. A categoria pretende, com o ato, pressionar o Governo Federal pelo reajuste de 37%. O aumento garantiria a manutenção da paridade salarial com a Polícia Federal. A categoria cruzou os braços por 48 horas a partir das 8h desta segunda.
 
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A paralisação deve se estender até as 8h desta quarta-feira (26). A decisão de interromper os serviços por 48h ocorreu na quinta-feira da semana passada. Na semana passada uma decisão enérgica do diretor geral da Polícia Civil, Eric Seba, revoltou delegados. O Diário Oficial do Distrito Federal de sexta-feira trouxe a publicação das exonerações e substituições de chefes e diretores de áreas sensíveis da instituição, como do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC).

Na mensagem de mobilização de delegados os sindicalistas ressaltam que estão mantendo contato com outras carreiras da Polícia Civil para tentar motivar todos os servidores para “a fim de buscar a edição da Medida Provisória que assegura a paridade da PCDF com a PF antes da votação da PEC 241.”

Na mensagem, que circula nas redes sociais, o Sinpol e a Adepol destacam a necessidade de que “todos estejam devidamente trajados na rampa de acesso do Palácio do Planalto”. O GDF tem anunciado sucessivas vezes a dificuldade financeira do Executivo local. Segundo representantes do alto escalão, faltam R$ 900 milhões para o governo fechar o caixa até o fim do ano.

Tadeu Filipelli se comprometeu a marcar uma reunião com os presidentes dos sindicatos das duas categorias. Em conversa com Filipelli, o presidente do Sinpol, Rodrigo Franco mencionou o incidente ocorrido mais cedo na 32ª Delegacia de Polícia em que um delegado teria sacado a arma para um colega. “Estamos na beira de um colapso e não precisamos esperar que algo grave aconteça para que o Governo Federal se atente a nossa situação. O governador do Distrito Federal está descumprindo uma promessa de campanha”, disse Franco.

O presidente do Sindepo, Rafael Sampaio, entregou um ofício a Tadeu Filipelli com reivindicações da categoria. Ele também falou sobre as exonerações publicadas no Diário Oficial do DF nesta sexta (21). “Essa ação é vista como uma forma de represália. Não podemos tolerar isso. Uma coisa é exonerar todos os delegados em uma mudança geral. Outra é um ato claro de perseguição. Vamos recorrer” afirmou.

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