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Justiça aceita denúncia contra policial que matou homem em festa no Lago

O crime aconteceu em 9 de outubro. Na ocasião, o policial federal atirou em duas pessoas, uma delas morreu. Ele alega legítima defesa

Alessandra Modzeleski - Especial para o Correio
postado em 24/10/2016 21:11

Policial deixou um morto e um ferido durante festa

A Justiça aceitou denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o policial federal Ricardo Matias Rodrigues, acusado de homicídio duplamente qualificado. Em 9 de outubro, ele estava em uma festa num barco no Lago Paranoá, quando atirou em Cláudio Miller Moreira, 47 anos, que morreu. Os disparos também atingiram Fábio Cunha, 37, que precisou ser operado. Para o MPDFT, o crime foi cometido por motivo fútil e com emprego de recurso que dificultou defesa das vítimas.

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A acusação foi aceita após denúncia da 1; Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Brasília contra o policial. O inquérito policial ainda não foi concluído, no entanto, a promotoria explicou que o Ministério Público não precisa do inquérito para apresentar a ação. Nesse caso, a denúncia teve como base o procedimento de investigação criminal do próprio MPDFT.

O advogado de Fábio da Cunha, Karlos Eduardo de Souza, disse que trabalhará na mesma linha do MPDFT. "Vamos indiciar por homicídio duplamente qualificado e atuar com o delegado de Polícia para recolher mais provas e informações", explicou. O advogado acredita ainda que a primeira audiência deverá ser marcada ainda este ano.

Relembre o caso

[SAIBAMAIS] Durante uma festa no barco Lake Palace, no Lago Paranoá, houve um desentendimento entre uma mulher e a aniversariante. A esposa do policial federal, promoter da festa, tentou acalmar os ânimos, mas, na confusão, foi empurrada. O agente estava armado e resolveu intervir na discussão. Sacou a pistola e feriu Fábio Cunha e Cláudio Miller Moreira, que morreu. O policial federal se apresentou à polícia alegando ter agido em legítima defesa.

Ele informou, ainda, que deu mais de uma ordem para que Cláudio e Fábio não se aproximassem e, diante da insistência, teria efetuado os disparos, que acertaram as vítimas na região do abdômen. No depoimento, Ricardo confirma a versão da mulher. Disse que, em certo momento, percebeu que ocorrera uma pequena confusão no meio da festa e que um grupo havia deixado o barco.

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