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Correio Braziliense

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Seis categorias entram em greve no DF por causa de atraso em reajuste

O movimento de cinco segmentos da saúde e de policiais civis paralisam diversos serviços em protesto ao adiamento da última parcela do reajuste prometido em 2013. Amanhã, haverá ato com indicativo de greve geral de 32 setores

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postado em 25/10/2016 10:06 / atualizado em 25/10/2016 10:44

Otávio Augusto , Ana Viriato

Minervino Júnior/CB/D.A Press
 

 

A semana começou com o endurecimento dos movimentos sindicais contra o Executivo local. Seis categorias cruzaram os braços ontem. Sete hospitais tiveram serviços suspensos na capital federal. Auxiliares e técnicos de enfermagem, técnicos em radiologia, médicos e enfermeiros reduziram o atendimento. Além disso, policiais civis iniciaram paralisação que vai até as 8h de amanhã. Pelo segundo ano consecutivo, o pagamento da última parcela do reajuste salarial, aprovado em 2013, separa governo e funcionários públicos. Amanhã, um ato unificado com indicativo de greve geral reúne 32 categorias na Praça do Buriti. Desde a meia-noite de segunda-feira, o atendimento em centros e postos de saúde, hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) está com apenas 30% da capacidade, segundo estimativa do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate).

Fazem paralisação por tempo indeterminados agentes penitenciários, técnicos de radiologia e auxiliares de enfermagem. Médicos e enfermeiros do Hospital de Base do DF (HBDF) voltam ao trabalho hoje às 8h. A estagnação das negociações com o Palácio do Buriti é combustível para os boicotes. Ontem, de acordo com balanço da Secretaria de Saúde, a unidade mais afetada foi o HBDF, onde os ambulatórios de cardiologia, cabeça e pescoço, odontologia neurologia, eletroneuromiografia, gastro e vascular ficaram com atendimentos suspensos. Somente a emergência funcionou. Por volta das 15h, os hospitais regionais do Gama, de Santa Maria, de Ceilândia, de Brazlândia, de Sobradinho e da Asa Norte estavam com o atendimento normalizado, segundo a pasta.


Durante todo o dia, os profissionais de saúde receberam só casos de urgência e emergência. “Neste ano, o trabalhador está mais mobilizado. Não temos condições de trabalho, e isso está deixando o movimento mais forte”, explica o presidente do Sindate, Jorge Viana. Os servidores públicos prometem mais ações. “Estamos cobrando um compromisso que o governo fez no ano passado. A sensação que fica é que vivemos um ano de enganação e, agora, vem o calote”, destaca a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues. O Correio visitou dois hospitais e constatou vários problemas. Além das filas, alguns pacientes esperavam atendimento no chão. 

O pedreiro Solemar de Carvalho, 46 anos, buscou atendimento mento no Hran com dores no corpo. Esperou por cerca de 4h e não conseguiu tratamento. “Sinto dores há 12 dias. Tomo remédios para dormir por causa das pontadas. É insustentável. Precisamos de atendimento”, reclamou. O morador de Planaltina procurou o HBDF, mas também não conseguiu consulta.

Articulação 

O secretário-chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, afirma que, em caso de greve, paralisações, retardamento
ou má prestação dos serviços públicos, o Executivo local poderá cortar o ponto dos servidores. As medidas estavam prevista no decreto do governador Rodrigo Rollemberg derrubado na semana passada. Mas, segundo Sampaio, o texto está ancorado em normas federais. “Diálogo em torno de questões financeiras não haverá. Se houver outras demandas, estaremos inteiramente abertos”, ressalta. “Temos acompanhado com muita apreensão. A sociedade é que perde com isso. A greve não fará recursos surgirem. Essa é uma estratégia infrutífera”, completa.

 

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Roberto
Roberto - 26 de Outubro às 10:28
Tem que cortar o ponto deles.
 
cleber
cleber - 25 de Outubro às 17:13
CALOTEIRO SAFADO. DINHEIRO PARA CONTRATAR OS APADRINHADOS E DAR VIAGENS AO SECRETÁRIO DE TURISMO À LAS VEGAS ELE TEM. O CAIXA DO GDF TEVE UM AUMENTO CONSIDERÁVEL ESSE ANO. ESPERA 2018 QUE VAI VER . CALOTEIRO.
 
Pablo
Pablo - 25 de Outubro às 13:11
Ao contrario da polícia civil, todos as outros fazem falta à população!
 
Jose
Jose - 25 de Outubro às 13:04
Nós, o povo, esperamos que o governador mande cortar o ponto de quem não trabalha. Quer fazer greve que façam mas não é justo nem moralmente correto que recebam por isto. Esta elite já ganha muito acima da maioria dos trabalhadores aos quais deveriam servir. Acho que os papéis estão invertidos, nós que trabalhamos para pagar o salário desta classe elitizada somos maltrados por eles. Se insistirem vamos demiti-LOS, nós podemos. É hora de darmos um basta nisso, se seguem a orientação dos seus sindicatos, que sejam sustentados pelos mesmos.

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