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Correio Braziliense

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Moradores do DF começam a tomar medidas para reduzir consumo de água

Com a queda diária do nível das barragens que abastecem o DF, índice se aproxima cada vez mais dos 20%, o previsto para interromper o fornecimento contínuo da água.

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postado em 26/10/2016 06:00 / atualizado em 25/10/2016 21:33

Camila Costa

Colaborou Flávia Maia

Minervino Junior/CB/D.A Press

Em tempos em que a situação hídrica está ruim — e pode piorar —, não resta outra solução. O jeito é economizar água. Nas ruas, no comércio e em casa, a conscientização começa a sobressair aos banhos demorados, às lavagens de carros e a outros desperdícios do dia a dia. O medo ainda é maior por conta do arrocho na conta, com a implementação da taxa de contingência. Mas a possibilidade de ficar pelo menos 24 horas sem água tem causado mais preocupação. O racionamento será a próxima etapa de combate à  maior crise hídrica da história do Distrito Federal, que, se efetivado, atingirá 85% da população. Outra consequência imediata tem sido o aumento do preço de serviços que dependem diretamente de água.

Um pet shop, na 108 sul, recebe cerca de 50 cachorros por dia. Todo atendimento exige  gasto de água. Entretanto, a dona do local, Graça Souza, estabeleceu alguns projetos de economia de consumo para o comércio. Um dos principais substituirá o equipamento de banho dos pets. “Vamos trocar todos os chuveiros por jatos que permitem um controle da saída de água. Além disso, já comecei a alertar os funcionários em relação ao desperdício”, relata. A conta de água do local vem, em média, no valor de R$ 2 mil. Com a tarifa de contingência, haverá um aumento de 10%. “A saída que encontrei foi aumentar o valor dos banhos. Não quero demitir funcionários, espero que a situação melhore.”

Outro tipo de segmento que demanda o uso de grande quantidade água são os lava-jatos. Um desses estabelecimentos, no Setor Hoteleiro Sul, gasta, em média, 15 mil litros de água por semana. A gerente, Suelem Cristina da Silva, afirma que o preço sofreu aumento nas últimas semanas. “O abastecimento é realizado semanalmente por um caminhão-pipa, que subiu de R$ 100 para R$ 120. Com isso, ainda nem sabemos em que preço vai parar”, lamenta. Suelem aponta ainda algumas saídas para evitar o racionamento. “Estamos estudando um método de reaproveitamento da água. O nosso objetivo é evitar o desperdício o máximo possível.” 

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