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Postura do GDF em prorrogar negociação com policiais civis gera reação

Sem definição de data para negociar reajuste, categoria que alega falta de vontade política do governo

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postado em 26/10/2016 09:41 / atualizado em 26/10/2016 23:52

Minervino Junior/CB/D.A Press
 
A posição de representantes do alto escalão do Governo do Distrito Federal (GDF) de não marcar uma data para em negociar o reajuste salarial reivindicado por policiais civis gerou reações da categoria. Secretários do Executivo local consideram que, atualmente, é impossível conceder o aumento de 37% exigido pelos servidores em razão da dificuldade em caixa. O GDF alega que faltam R$ 900 milhões para fechar o ano e a recomposição salarial dos policiais civis prejudicaria ainda mais o cenário.

Agentes e delegados estão em movimento reivindicatório desde 4 de julho para manter a paridade do reajuste com a Polícia Federal que teve 37% de recomposição autorizada pelo governo federal, mas o projeto ainda precisa ser votado no Congresso Nacional. A cada semana servidores adotam novas medidas para pressionar o Executivo local e conseguir o aumento. Entram na soma paralisações, manifestações, protestos e assembleias marcadas por ataques ao governador do DF Rodrigo Rollemberg (PSB).
 
A postura do Executivo local contrariou sindicalistas que a cada semana adotam uma postura para pressionar o governo e conseguir uma proposta que satisfaça a categoria. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF), Rodrigo Franco, alegou que a justificativa do governo em não ter dinheiro não condiz com a realidade. Para ele, falta vontade política do governador em resolver a questão. “Os recursos do Fundo Constitucional vão aumentar de R$ 12 bilhões este ano para mais de R$ 13 bilhões em 2017. Portanto, há recursos suficientes para bancar a primeira parcela do reajuste salarial com tranquilidade. Quem acaba sofrendo, infelizmente, é a população em razão da insatisfação dos policiais civis com a falta de solução para a crise na polícia civil”, alegou.

Segundo ele, o impacto financeiro da recomposição salarial dos servidores seria a partir de 2017 e não afetaria as contas deste ano. “Quem paga os recursos da segurança pública da capital da república é a União com verbas federais do Fundo Constitucional. O que está havendo é um desvio desses recursos do Fundo Constitucional priorizando outras áreas do governo e não a segurança pública. Esse governo prioriza policiais militares e bombeiros em detrimento da Polícia Civil”, atacou.

O Correio procurou a Secretaria da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais do DF na manhã desta quarta-feira (26/10) e aguarda resposta. Mas, até hoje, o GDF ofereceu quatro propostas aos policiais civis. A última delas, apresentada em 16 de setembro, de acordo com o Executivo local, “tinha o mesmo percentual de aumento negociado pela União com a Polícia Federal"

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Gutemberg
Gutemberg - 26 de Outubro às 21:41
Faz concurso para PF, fica um banco de incompetentes querendo equiparações salariais, Vai estudar para passar em um orgão que paga melhor. Um salário igual a este da policia civil ainda querem mais aumento? toma vergonha na cara e vão trabalhar
 
ALESSANDRO
ALESSANDRO - 26 de Outubro às 20:37
Gente vamos e convenhamos, que falta a PCDF faz pro cidadão do DF, nem sabia que estavam de greve, enquanto eu tiver vendo as operações da Polícia Militar, e as viaturas dos policiais militares patrulhando a cidade, não faz falta nenhuma a PCDF, que só serve para destratar o cidadão nos balcões das DPs, onde, 99%u2105 das ocorrências da PCDF, são levadas pela PMDF, que é a polícia que encara o bandido na rua. " A PCDF TA DE GREVE, NEM PERCEBI".
 
Cleusa
Cleusa - 26 de Outubro às 15:08
Fora esses, a PMDF e CBMDF recebeu ano passado a parcela do aumento do Auxilio moradia e, agora em outubro, mais um aumento desse mesmo auxilio, enquanto fala para as demais carreiras que não tem dinheiro.
 
Cleusa
Cleusa - 26 de Outubro às 15:05
Todos os servidores tiveram a reestruturação e um aumento, haja vidta o anuncio do RR caloteiro de que não pagará a parcela prometida para agora em Outubro/2016.
 
José
José - 26 de Outubro às 14:53
Papai Agnelo só foi bonzinho para nós PMs....
 
josé
josé - 26 de Outubro às 13:08
Socorro Papai Roriz.
 
Oswaldo
Oswaldo - 26 de Outubro às 10:53
Todos os servidores do DF, tiveram reajuste. A PCDF não teve pois o governador do DF alegou que só poderia dar o reajuste junto com a PF (pois tem uma isonomia), pois são mantidos pela UNIÃO como o TJDFT e MPDFT. Mas agora este governador que não tem palavra e que desvia dinheiro do Fundo Constitucional e está sucateando a PCDF (pois é a polícia que investiga) vem a público mentir descaradamente.
 
MARCELO
MARCELO - 26 de Outubro às 10:39
Nenhum servidor estadual teve reajustes como os do GDF, no período de 2007 até 2013. O momento é de aguardar, pois o Governo não pode punir a população e os prestadores de serviço em detrimento de categorias que prestam um péssimo serviço aos contribuintes.
 
Israel
Israel - 26 de Outubro às 18:23
Concordo caro Marcelo, a Polícia Civil do DF é a mais bem remunerada do Brasil mas deixa a desejar quanto a prestação do serviço. É ridícula essa tentativa da PC do DF manter isonomia com a PF alegando que são pagas pela união. Todos os servidores federais são pagos pela união, nem por isso todos ganham igual, sem falar na magnitude de atuações da PF em comparação com a PC DF. Essa PC DF deveria se preocupar em prestar um serviço melhor a sociedade.

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