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Correio Braziliense

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Secretaria de Saúde descarta possibilidade de falha no sistema de ponto

Segundo a pasta, sumiço dos dados prejudica o pagamento de horas extras. Se for comprovada participação de servidores poderá haver punição

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postado em 26/10/2016 16:59

Otávio Augusto

A Secretaria de Saúde escalou a subsecretária de Gestão de Pessoas, Jaqueline Carneiro Ribeiro, e a presidente da Comissão do Ponto, Carolina Holanda, para explicar o roubo de informações no sistema de frequência da pasta. O Executivo local descarta a possibilidade de falha no sistema. O Correio revelou, na manhã desta quarta-feira (26/10), que dados do Sistema Forponto — registra a produtividade dos servidores — desapareceram. 

Apesar do transtorno, a Secretaria de Saúde garante que mantém um backup de dados atualizado desde 2013 e que o prejuízo será pontual. "Os dados que provavelmente perdemos totalmente são os de quinta e sexta-feira. Desde de então, o sistema está suspenso para evitar danos. A marcação dos pontos dos servidores está sendo armazenada nos coletores dos postos de trabalho", explica Jaqueline. 

Sem as referências, a pasta não tem como analisar a presença dos servidores, contabilizar as horas trabalhadas, medir as horas extras, entre outras informações. O deficit prejudica sobretudo o pagamento de horas extras. 

Durante o fim de semana, técnicos da pasta tentaram restabelecer o sistema. "Acreditamos em uma ação intencional. É difícil ter sido uma falha no sistema. Suprimiram dados pontuais de ocorrência", detalha Carolina. 

Cobrança

A Secretaria de Saúde admite falhas na cobrança de faltas injustificadas. Em um único caso, um servidor faltou ao trabalho 40 dias e não teve nenhum tipo de desconto na folha de pagamento. "Há dois meses, intensificamos a cobrança de faltas injustificadas. Alguns servidores têm o hábito de negociar com as chefias esses acordos oficiosos", detalha Jaqueline. 

O Executivo local não sabe estimar de quanto é o prejuízo da não cobrança das faltas injustificadas. O cálculo não pode ser feito sem dos dados do Forponto. 

A Polícia Civil apura o caso. A Secretaria de Saúde diz que, se algum servidor tiver o envolvimento comprovado, poderá haver penalidades. 

Desde sexta-feira (21), o Forponto foi interrompido para não prejudicar as investigações. Não há previsão de quando o serviço será restabelecido. Os coletores de pontos podem armazenar informações por até um mês, segundo a subsecretária de Gestão de Pessoas.

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Carmelita
Carmelita - 27 de Outubro às 07:51
Quero saber qual é o servidor da SES/DF que NÃO vai querer receber suas horas extras trabalhadas? Quem é o louco que vai trabalhar e vai RECUSAR receber o seu dia trabalhado? O servidor faz de tudo para não atrasar e conseguir deixar sua digital na máquina do ponto, tanto na entrada quanto na saída, para não ter o seu salário descontado por faltas (mesmo trabalhando). Existem pessoas em cargo comissionado responsáveis por coletar esses dados do sistema de marcação. E essas pessoas fazem o que querem com o ponto do servidor. São elas que possuem senha de acesso sigilosa e controlam tudo. Um servidor que trabalha 12 horas seguidas num plantão, registra seu ponto na máquina ao chegar às 7:00 da manhã e depois às 19:00. Entretanto, para que ele faça jus ao seu salário no final do mês (e se for hora extra, só quando o GDF quiser pagar, se não quiser não paga), o servidor depende da boa vontade do Gerente do forponto em reconhecer as horas trabalhadas. Esse gerente - servidor com cargo comissionado - pode simplesmente reconhecer apenas a metade das horas trabalhadas. As outras 6 horas trabalhadas ficam como doação, trabalho voluntário, de graça para o governo. Pergunto: na iniciativa privada também é assim? O que foi registrado na máquina do ponto só vale o que a chefia quer?

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