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Projeto brasiliense "Bailarinas, por que não?" estimula prática do balé

"Criei o projeto para que pessoas de todas as idades pudessem dançar sem medo de olhares tortos", conta Cláudia Bengtson, a idealizadora do grupo

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postado em 27/10/2016 06:01 / atualizado em 27/10/2016 09:37

Correio Braziliense

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 
 
Usar collant e executar passos de balé era o sonho de infância de Cláudia Bengtson, 48 anos, que não poôde realizá-lo por falta de condições financeiras. Depois de adulta, foi a academias da capital para aprender a dançar, mas não se sentia à vontade tendo aula em meio aos jovens. Foi daí que Cláudia decidiu iniciar um projeto para tornar real o sonho de mulheres adultas que querem dançar balé sem serem julgadas pela idade, corpo ou limitações. O Bailarinas, por que não? (BPN) nasceu em agosto do ano passado e hoje conta com 11 mulheres, que subirão ao palco do teatro da Escola Parque 308 Sul amanhã, com o espetáculo Ballerinand.

As mulheres do BPN se encontram todas as semanas. No grupo, estão mães, avós, esposas e mulheres com corpos de todos os tamanhos. “Criei o projeto para que pessoas de todas as idades pudessem dançar sem medo de olhares tortos”, conta Cláudia. O ponto de encontro é a Escola Parque 308, colégio em que Cláudia estudava na infância.

Com direção e coreografia da professora Adriana Palowa, a primeira apresentação do grupo ocorre amanhã. Será também a primeira vez que a psicóloga Sayonara Bracks, 53, dançará balé em um teatro. Quando criança, ela sonhava em ser bailarina, mas só conseguiu realizar o desejo no ano passado. “O projeto é algo para inspirar as pessoas. Somos mulheres adultas e a professora sabe das limitações dos nossos corpos e respeita isso. Mesmo assim, ela nos pressiona diariamente para que possamos nos tornar cada dia melhores dançarinas”, ressalta. Sobre subir ao palco, a ansiedade de Sayonara é aparente. “Estou com os figurinos prontos, avisei aos amigos e familiares, quero todo mundo me assistindo dançar.”

A caçula do grupo, Camila Gastal, 20, é a que tem maior experiência no balé. Estudante de psicologia, a jovem dança desde os 9 anos e decidiu entrar no BPN para ter mais tempo de treinamento. “Entrei para aprender mais, só que estou tendo uma vivência incrível. Por ter mais experiência, ajudo as outras integrantes a aperfeiçoarem passos e a tirarem dúvidas. Em compensação, absorvo delas diversas experiências de vida, destaca.


Bem-estar

A professora de canto erudito Vilma Bittencourt, 47, sempre esteve ligada às artes. Dançou balé na infância e na adolescência, mas deixou a atividade de lado por 15 anos. Em 2015, sentiu necessidade de fazer alguma atividade física e decidiu tirar a sapatilha do armário. “Odiava academia e não queria fazer outro esporte, então voltei para o balé com o desejo de melhorar o corpo e a saúde, mas não foi como imaginei. Eu me sentia ridícula de collant ao lado de várias jovens com o corpo bonito”, desabafa. Foi, então, que a professora conheceu o BPN e se sentiu em casa. “Não sentia vergonha. Ao contrário, sentia a recuperação da minha autoestima.”
 
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