Família denuncia presença de larvas em aparelho de hospital público

Em desabafo, bisneta afirma que aparelhos utilizados no bisavô estavam contaminados, o que viabilizaria a prolifeação das larvas

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postado em 04/11/2016 14:40 / atualizado em 04/11/2016 16:14

Reprodução/Facebook
A bisneta de um paciente internado em estado grave no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) denunciou, por meio de um post no Facebook, nesta sexta-feira (4/11), a retirada de larvas do nariz do bisavô. De acordo com a moça, Cynthia Christiano, a situação ocorreu devido às condições da aparelhagem do centro médico público. 
 
 
No post, Cynthia afirma que os aparelhos utilizados no bisavô, Adenor José Viana, 86 anos, estavam contaminados, o que viabilizaria a prolifeação das larvas. "Se não tivéssemos percebido, talvez o ciclo teria se repetido não só com ele, mas com infinidade de pacientes", desabafou.
 

Segundo a diretora do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), Andrea Araújo, a contaminação ocorreu na enfermaria de ortopedia. Neste espaço ficam pelo menos 36 pacientes. Ela não descarta outras infecções, mas garante que a higiene ocorre de duas a três vezes por dia. Agora técnicos inspecionam as portas de vedação do local. "Foi um caso isolado. O ambiente não mostra sinais descontrole"

 

Adenor José Viana, 86 anos, foi internado em 27 de setembro após uma fratura no fêmur. Ele permaneceu na enfermaria até 17 de outubro quando foi transferido para a Sala Amarela - ambiente de maior suporte técnico. Ele aguardava por um cirurgia. A Secretaria de Saúde diz que o procedimento não ocorreu devido a complicações. "Havia fragilidades por causa do estado clínico e da idade", destaca Andrea. A equipe técnica descarta que complicações ocorreram devido a contaminação da mosca.

 

A capacidade da Sala Amarela do HRC é de seis pacientes. A direção do hospital disse que não é possível descartar totalmente outras infecções. "O hospital é um ambiente sucetíveis ao seu entorno", finaliza. A Secretaria de Saúde garante que avaliou os outros pacientes internados no mesmo ambiente que Adenor e que nenhuma alteração foi detectada.

 
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