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Com apenas 13 anos, MC BMO é campeão das batalhas do DF

Rei do improviso, ele concilia os estudos e as responsabilidades domésticas com a profissão que um dia pretende seguir

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postado em 06/11/2016 06:10

Breno Fortes/CB/D.A Press


Aos 11 anos, ele saiu de casa escondido para a primeira batalha de rimas da vida. Foi na Praça do Relógio, em Taguatinga. Sem experiência, mas com o dom na veia, conquistou o segundo lugar. De lá para cá, foram muitas horas de dedicação. Ensaios em casa, mais atenção na escola — as notas boas ajudam no desempenho da técnica de freestyle. O menino é fera, não facilita na hora. Na rima, ele comanda. Desbanca até quem já vive há anos do rap. Das batalhas disputadas em Brasília, acumula títulos. Na mais conhecida, a do Museu da República, aos domingos, ele foi campeão mais de 10 vezes. No canal do Youtube, já são 100 mil seguidores. Do Distrito Federal para Portugal: MC BMO.

Bernardo Monteiro Martins de Oliveira hoje tem 13 anos. Mora em Taguatinga com a avó, uma rua abaixo de onde vive a mãe e a irmã. Escolheu ficar na casa da avó porque a matriarca da família precisa de ajuda em casa. Apesar da pouca idade e da baixa estatura, carrega muitas responsabilidades. Não perde o horário do colégio, o da escolinha de futebol, muito menos o da missa, aos domingos. Tudo é conciliado perfeitamente com o rap, com a ajuda da mãe, Maria Tereza Monteiro Martins, 39. “Era isso que ele queria fazer. É isso que ele quer para a vida dele. Então, eu apoio, até para que a gente possa desmitificar essa ideia de que o pessoal do rap é do crime, é das drogas”, defende a mãe.

 

 

 

No dia em que “fugiu” com um amigo para se aventurar na Batalha de Rimas da Praça do Relógio, há dois anos, BMO não sabia no que ia dar. Chegou, em meio só a adultos, nervoso, a mão suando frio —característica que o acompanha até hoje, mesmo com toda a experiência —, como qualquer pessoa tímida. Mas, desde aquele dia, Bernardo percebeu que poderia virar outra pessoa com o microfone na mão. “Fiquei com vergonha, deu até uma tremedeira, só tinha eu de criança. Só tinha os experientes. Mas fiquei entre os campeões, e isso me deixou feliz”, lembra o menino.

A tremedeira ficou para trás. Hoje, BMO vai a cerca de três batalhas de MCs por semana. Nelas, enfrenta, sem medo, os maiores e mais conhecidos nomes do estilo no DF, como MC Dudu Mano e MC Nauí. Uma das últimas batalhas foi recentemente, na Bienal do Livro, montada, este ano, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. BMO foi convidado pela organização do evento, batalhou com outros nomes da cidade e, para variar, foi campeão.

 

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Sérgio
Sérgio - 08 de Novembro às 10:17
Mas a realidade não é essa e todos sabemos disso, é só ir nestes tais encontros e poderão constatar.

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