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Casos de sífilis avançam no DF com mais de mil contaminações

Assim como em todo o Brasil, a capital federal tem registrado cada vez mais casos da doença transmitida sexualmente ou de mãe para filho na gestação. Só este ano, 168 bebês nasceram com a bactéria

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postado em 07/11/2016 06:00 / atualizado em 08/11/2016 00:19

Otávio Augusto

Embora seja uma infecção secular, conhecida desde a Idade Média, as estatísticas da sífilis mostram que ela ainda é um problema de saúde pública no Brasil — o Ministério da Saúde está em estado de alerta para a alta incidência do mal (leia Para saber mais).Transmitida sexualmente ou de mãe para filho, os dados mostram que, na capital federal, a doença traça uma escalada de crescimento nos últimos cinco anos. No período, são mais de 5,2 mil contaminações, sendo 1.020 em recém-nascidos. Até outubro, são 1.018 contágios na cidade.

A maior preocupação das autoridades de saúde é a explosão da doença em gestantes. O coeficiente em cada grupo de mil grávidas saiu de 2,2 casos, em 2010, para 5, no ano passado, o que significa que o risco de transmissão de mãe para filho está cada vez maior. Quando isso ocorre, a doença recebe o nome de sífilis congênita. O tratamento para os bebês consiste na aplicação de uma a três doses de Benzetacil. No começo do ano, o DF passou por desabastecimento do insumo (leia Memória). Em 2016, nasceram 168 bebês com sífilis congênita.

A sífilis é um mal silencioso e requer cuidados. Após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo por décadas para só depois se manifestar novamente. Entre os entraves à erradicação da doença, estão, segundo especialistas ouvidos pelo Correio, a baixa notificação dos casos, a resistência masculina ao tratamento e as dificuldades no diagnóstico. No DF, os homens são os que mais contraem a doença. Dos 1.086 casos notificados em 2016, os pacientes do sexo masculino representam 70,1%. São ao todo 761 infecções. As mulheres são responsáveis por 325 contaminações, ou 29,9% dos contágios. Outro detalhe do perfil epidemiológico é a idade dos doentes. Os adultos jovens — entre 20 e 29 anos — é a parcela da população que mais contrai sífilis. Este ano, eles representam 33,7% dos registros.

Apesar do panorama crítico, o Executivo local diz que não haverá nenhuma campanha específica na capital. Segundo a Secretaria de Saúde, o que pode ser feito é “buscar intensificar a disponibilidade de testes e a utilização da penicilina (Benzetacil)”. O insumo está disponível na rede pública, de acordo com a pasta. “É importante a prevenção primária, ou seja, aumentar as ações educativas, principalmente junto aos jovens, e o estímulo ao uso de preservativos”, destaca, em nota.

O Ministério da Saúde lançou na, semana passada, uma agenda de ações estratégicas para redução da sífilis congênita no próximo ano. “O foco é detectar precocemente a doença no início do pré-natal e encaminhar imediatamente o tratamento”, ressalta o órgão, em nota. O plano reforça a necessidade do tratamento adequado, tanto da gestante, quanto das parcerias sexuais. Para assegurar a assistência, a pasta comprou, em caráter emergencial, 2,7 milhões de frascos de penicilina benzatina (Benzetacil).

 

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