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Procurador acusado de assediar aluna encontrada morta em MT nega denúncia

Ao ser questionado sobre ter um relacionamento extra-conjugal com a jovem, o professor disse que não gostaria de falar sobre o assunto

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postado em 09/11/2016 20:16 / atualizado em 09/11/2016 21:51

Wellington Hanna*

O professor da Universidade de Brasília (UnB) e procurador do Distrito Federal Rafael dos Santos, acusado de assediar a ex-estudante de direito, Ariadne Wojcik, encontrada morta na tarde desta quarta feira (9/11) em Mato Grosso, negou as acusações. De acordo com o advogado, amigos da moça garantem que ela enfrentava problemas psiquiátricos.

 

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Segundo o procurador, um documento que provaria a inocência dele já havia sido elaborado, na intenção de protegê-lo de qualquer acusação. A intenção de Rafael era entregar a ocorrência à Reitoria da UnB, mas, de acordo com ele, para não prejudicar a carreira da moça, desistiu de enviar o dossiê às autoridades. Em entrevista ao Correio, o professor disse que chegou a comunicar a direção da faculdade de direito da situação, mas não chegou a fazer qualquer queixa formal.

 

Rafael Santos disse, durante um encontro com a reportagem na tarde desta quarta-feira, que não tinha qualquer contato com a jovem desde agosto último. O procurador mostrou algumas conversas supostamente atribuídas à jovem. Na conversa, via WhatsApp e e-mails, Ariadne acusa o professor de instalar escutas e câmeras na casa da jovem, além de colocar aplicativos espiões no computador e celular dela. O professor responde a mensagem negando todas as acusações.

 

"Em uma mensagem, ela disse que eu deveria desinstalar a câmera que eu teria colocado na casa dela. Mas isso não existiu. Eu não instalei câmera nenhuma e disse isso a ela", detalhou o advogado. Sobre o assédio, Rafael disse ser "coisa da cabeça dela".

 

O contato do professor com a moça teria começado durante as aulas de direito tributário na UnB. Após o fim do semestre, Ariadne pediu um estagio ao professor, que a ajudou. "Ela era uma ótima aluna", disse Rafael. A estudante decidiu sair em abril do estágio, porque achou seria melhor para os dois. Desde então, eles não teriam mais se encontrado pessoalmente, mas trocaram alguns e-mails para falar sobre a monografia que a jovem estava produzindo.

 

Ao ser questionado sobre ter um relacionamento extra-conjugal com a jovem, o professor disse que não gostaria de falar sobre o assunto. 

*Estagiário sob supervisão de Anderson Costolli.

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Jânia
Jânia - 10 de Novembro às 14:15
Esse tipo de assedio cometido por magistrados e membros do MP ocorre em todo Brasil. Há uma rede muito bem estruturada de tráfico de influência e de uso da maquina do Judiciário (MP, OAB, Policia Judiciaria, Cartórios, tribunais administrativos e judicias) para consumação dos crimes e redução da capacidade de ação das vitimas, com indicativos dessa quadrilha ser formada inclusive por membros que usam os dogmas da maçonaria. A estratégia para se eximirem de culpa é sempre a mesma: culpar a vitima através das reações às agressões, alegando que as reações são perseguições, ameaças, ofensas à classe, afrontas à instituição, etc.! Estou estudando essa máfia a anos e vejo claramente, através dos relatos deste caso, vários elementos caracterizadores do modus operandi da súcia, a dada da tal nomeação é um deles.

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