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Ariadne Wojcik morava com o tio em Cuiabá há 15 dias

A ex-estudante da UnB saiu de casa pela manhã e pegou um táxi, em direção ao mirante da Chapada dos Guimarães, de acordo com os investigadores da Polícia Civil do Mato Grosso

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postado em 09/11/2016 21:43

Correio Braziliense

Reprodução Facebook
A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) investiga a morte da ex-estudante da UnB, Ariadne Wojci, no mirante da Chapada dos Guimarães, a 65km de Cuiabá (MT). De acordo com os investigadores locais, a jovem estava morando com um tio na capital matogrossense há cerca de 15 dias. O corpo da jovem está no Instituto de Medicina Legal (IM) da cidade, onde passa por necrópsia e deve ser liberado ainda esta noite. Familiares de Brasilia já se dirigiram a Cuiabá, para agilizar o processo de liberação do corpo. Ainda não há informações sobre o velório de Ariadne.

 

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Poucas horas depois de fazer um publicação em sua rede social, relatando os casos de assédio, Ariadne saiu de casa e pegou um táxi, em direção ao mirante da Chapada dos Guimarães, de acordo com os investigadores da PCMT, que interrogaram o tio da garota.  Na postagem da recém-formada em direito, ela se mostrava indignada e cobrava por justiça.

 

De acordo com a PCMT, por volta das 11h30 desta quarta-feira (9/11), o tio de Ariadne ligou para o taxista, que confirmou que havia a deixado nesse local. Com essa informação, e por não conseguir falar com a sobrinha, ligou na Delegacia da Policia Civil de Chapada dos Guimarães. Quando acionados, os policiais foram até o local e encontraram a bolsa com documentos da jovem e logo acionaram o helicóptero da Segurança Pública de Mato Grosso, para localizar a vítima. Chovia muito no momento, o que dificultou o resgate do corpo.  Ariadne foi encontrada em um dos precipícios da Chapada, por volta das 15h. O taxista será ouvido pelas autoridades locais nesta quinta-feira.

 

Segundo a ex-estudante da UnB, seu ex-professor de faculdade e procurador do Distrito Federal Rafael Santos de Barros e Silva, a teria assediado diversas vezes, via mensagem de texto e e-mail. O homem nega toda a versão da garota. "Em uma mensagem, ela disse que eu deveria desinstalar a câmera que eu teria colocado na casa dela. Mas isso não existiu. Eu não instalei câmera nenhuma e disse isso a ela", detalhou o advogado. Sobre o assédio, Rafael disse ser "coisa da cabeça dela".


Reprodução Facebook

"Luto" e "Dor"

Sem querer falar com a imprensa, amigos e familiares de Ariadne se manifestaram nas redes sociais. A mãe da jovem, Marlova Schmaedecke, desabafou: "luto". O pai, Ramiro Hofmeister Martins-Costa, escreveu "dor" em seu perfil no Facebook. Ambos os posts foram seguidos de várias mensagens de solidariedade. Nos comentários da publicação, a mãe da jovem confirmou que estava indo a Cuiabá, porque o corpo ainda não havia sido liberado.

Vários amigos de Ariadne lamentam sua morte e pedem que outras pessoas mandem boas energias à família da garota. Milhares de desconhecidos também mostraram indignação e tristeza com o caso. Até a noite desta quarta-feira, a publicação de desabafo da ex-estudante da UnB teve mais de 17 mil curtidas e cerca de 4 mil compartilhamentos.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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marcelo
marcelo - 11 de Novembro às 08:09
Ao que parece a moça precisava de tratamento medico, quem vivia a sua volta deveria ter percebido algo diferente, depressivo grave nao passam despercebidos.

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