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Hohoho! O Natal está chegando e já tem dezenas de "bons velhinhos" por aí

Conheça alguns dos papais noéis que alegrarão a criançada do DF. Eles vão de ex-fuzileiros a terapeutas e os currículos dos bons velhinhos de Brasília estão recheados de boas histórias

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postado em 10/11/2016 11:00 / atualizado em 09/11/2016 23:29

Wellington Hanna*

Um dos grandes símbolos do período natalino está chegando. Um não, vários. Tudo porque, com a proximidade da época em que se comemora o nascimento do menino Jesus, vários centros comerciais da capital federal já convidaram os bons velhinhos para participarem das comemorações. Entrando no clima de uma das épocas mais esperadas do ano, o Correio conversou com alguns dos Papais Noéis que vão marcar presença no DF.

Fuzileiro Natalino

Divulgação/Telmo Ximenes Fotografia
Fernando Xavier, 61 anos, trocou, há 16, a rotina dura da Marinha pelo trono confortável do Papai Noel. Apesar de estar acostumado com a rotina puxada dos quartéis, ele vive, hoje, uma vida tranquila em Alexânia (GO). Sempre ansioso pelo Natal, o "velhinho" se prepara para uma das datas mais especiais do ano com um rigor militar.  “Desde agosto já entro no clima natalino: faço um check-up cardiológico, cuido com mais carinho da minha barba e dos meus cabelos, além, claro, da manutenção do guarda-roupa do Noel”, conta risonho.

Mesmo com histórias surpreendentes do tempo em que era militar, são os acontecimentos de quando ele veste a fantasia de papai noel que mais marcam seu coração. A mais tocante, segundo Fernando, foi quando uma criança, bastante debilitada, pediu pra ter uma conversa em particular com o velho noel, com ela ainda dentro de uma ambulância. “Foi um dos momentos mais especiais da minha carreira. Não tive mais notícias, não sei se ela se recuperou ou faleceu, mas naquele momento acredito que fiz a diferença”, emociona-se.

O divã do Noel

Divulgação/Ana Morena
Sentar para ouvir os desejos e inquietações das pessoas não é o trabalho de José Carlos Barbosa, 71, apenas no fim do ano. Terapeuta profissional, ele mantém de janeiro a outubro um consultório particular na cidde. Em novembro ele fecha as portas do estabelecimento para fazer o que mais ama: levar alegria à criançada. “Quando vem ao papai noel, várias crianças aproveitam para falar dos problemas delas. O mais comum são as brigas dentro de casa. Então aproveito para dar alguns conselhos para elas”, conta.

Enquanto recebe os pequenos, Barbosa tenta identificar quais são os que vivem em situação de vulnerabilidade e que, por isso, não vão receber muitos presentes no Natal. “Vou fazendo uma lista anotando os pedidos e o nome das crianças que mais me tocaram. Aí no dia 25 vou até a casa delas fazer o que posso para realizar o sonho dos pequenos”, conta.

Papai Aposentado

Arquivo Pessoal
Aos 73 anos, o ex-pedreiro Abílio da Cruz aguarda ansiosamente o seu período favorito do ano. A ideia é sempre a mesma: voltar a trabalhar. Ou melhor: se divertir. "É o que eu mais gosto de fazer. Comecei a ser papai noel porque sempre tive vontade de me vestir como o bom velhinho”, relembra emocionado.

"Não existe Natal sem papai noel. Ele é um dos grandes símbolos da data", opina. Sobre o pedido mais inesquecível, Abílio relembra quando uma criança pediu um transplante de fígado. “Nunca mais o revi, mas rezei por ela por muito tempo”, recorda.

Papai Faz-Tudo

Divulgação/Telmo Ximenes Fotografia
Universitário, motoqueiro, lutador de judô e agora papai noel. O currículo de Pedro Villas Boas, 53 anos, é de dar inveja a qualquer personagem do polo norte. E, mesmo sendo papai noel há apenas 4 anos, não faltam boas histórias para um dos velinhos mais novos de Brasília.

"O mais gratificante é o sorriso e a alegria dos pais e das crianças. São os pedidos mais simples, os menores mesmo, que mostram que, mesmo em tempos difíceis, a gente pode ser feliz", conta. A simpatia de Pedro parece ser tão grande que até os pais pedem para tirar fotos também. "Acho engraçado porque a maioria fica com vergonha, acha que é um 'mico', sabe?", diz aos risos.

Noel por acidente

Divulgação/Giselle Andreolla
Responsável por montar sistemas de segurança em casas de Brasília, Olídio Pereira, 59, faz o que realmente ama no fim de todos os anos. "Não tem nada que eu goste mais do que ser papai noel", conta.

E, apesar de hoje não se imaginar fazendo outra coisa na época natalina, senão se vestir de vermelho e escutar os pedidos das crianças, Olídio entrou para o "mundo do Polo Norte" por acidente. Eu estava desempregado em 1992, e aí surgiu uma vaga para ser papai noel. Como estava precisando de dinheiro e tinha o perfil necessário, me cadestrei. Hoje sou apaixonado pelo que faço, finaliza.

 

* Estagiário sob supervisão de Anderson Costolli.

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