Ex-estudante da Universidade de Brasília é sepultada em Mato Grosso

Acusado de assediar a jovem, professor voluntário substituto da Faculdade de Direito já foi afastado do cargo; psiquiatra disse aos investigadores que a jovem sofria de depressão crônica

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postado em 11/11/2016 06:00 / atualizado em 11/11/2016 01:43

Facebook/Reprodução
 
A Polícia Civil de Mato Grosso descartou qualquer possibilidade de violência sofrida pela ex-aluna da Universidade de Brasília (UnB) encontrada morta na região da Chapada dos Guimarães. Partes do inquérito serão encaminhadas para o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) para apuração da denúncia feita pela vítima, Ariadne Wojcik, 28 anos, nas redes sociais, sobre suposto assédio cometido por um professor voluntário substituto da Faculdade de Direito da UnB, já afastado do cargo. Outro detalhe também será analisado: um psiquiatra disse aos investigadores que a jovem sofria de depressão crônica. O enterro ocorreu nessa quinta-feira (10/11) em Cuiabá.

Para equipes de investigação da Delegacia Municipal da Chapada dos Guimarães, a 60km da capital mato-grossense, o inquérito sobre a morte da bacharel em direito recém-formada pela UnB está concluído. O delegado titular da unidade, Diego Alex Martimiano da Silva, enviaria, até a tarde dessa quinta-feira (10/11), cópia da ocorrência, além da análise do penhasco onde o corpo foi encontrado e laudo preliminar do exame necroscópico. “O taxista que a levou até o local (Chapada) foi ouvido na manhã de hoje (ontem). Refizemos o trajeto e, novamente, nos deslocamos até o endereço. O taxista contou que a deixou sozinha, e ela estava tranquila. Não teria feito nenhum comentário e seguiu quieta”, contou Diego Alex.
 
 
Os policiais encontraram na bolsa da jovem o cartão de um psiquiatra do DF que atendeu Ariadne em 2014. “Ele contou que ela tinha um quadro de depressão crônica e deveria fazer uso de medicamentos, mas, segundo o psiquiatra, a moça teria dito que não precisava e não fez uso dos remédios”, revelou o delegado. A jovem se mudou de Brasília para Cuiabá havia 15 dias. Ela se preparava para tomar posse como assessora auxiliar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Por meio da assessoria de Comunicação, o órgão explicou que a nomeação de Ariadne foi publicada na última terça-feira.

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Tags: df mt estudante unb
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Mauricio
Mauricio - 11 de Novembro às 13:14
Como podem afastar um homem de seu trabalho com base apenas num post jamais comprovado de uma mulher?! São coisas como essa, essa misandria explícita dessa geração mimimi, alimentada por períodos mal geridos (quase sempre com matérias assinadas por mulheres acusando homens sem prova alguma) que elegem Trumps no mundo inteiro. Feminismo é nojento.
 
Sonia
Sonia - 11 de Novembro às 09:33
Acho extremamente precipitado as atitudes tomadas em relação ao professor independente das suas posturas para este caso. Primeiro a moça enquanto morou em Brasília não fez nenhum movimento para denunciá-lo e sabia que poderia faze-lo. Segundo ela se matou em Mato Grosso e mesmo se estivesse sendo acuada poderia fazer a denúncia lá. Terceiro, estados depressivos cronicos podem levar a ideias de perseguição. Não estou defendendo o dito cujo mas apenas tentando dizer que antes de jogar para a torcida a cabeça de alguém é preciso apurar com cuidado para não serem dois a serem empurrados pelo penhasco.