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Correio Braziliense

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Mesmo após o fim da paralisação, usuários reclamam de atrasos dos ônibus

A suspensão temporária que terminou na manhã desta sexta-feira afetou os horários dos ônibus até o período da tarde e foi alvo de reclamações da população

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postado em 11/11/2016 18:18 / atualizado em 11/11/2016 18:58

Giulia Roriz/Esp. CB/D.A Press

 

A paralisação relâmpago dos rodoviários na manhã desta sexta-feira (11/11) prejudicou cerca de 200 mil usuários do sistema de transporte público no Distrito Federal. Porém, apesar de ter acabado às 9h, a suspensão temporária afetou os horários dos ônibus até o período da tarde e foi alvo de reclamações da população.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal, a paralisação ocorreu das 4h às 9h da manhã, e após esse horário teria voltado ao normal: "Não recebemos nenhuma reclamação sobre atrasos". Apesar disso, alguns usuários se queixaram dos horários dos ônibus.

Alberto Cequeira, 25 anos, enfrentou dificuldades para chegar ao trabalho. "Tive que pegar transporte pirata pra chegar no trabalho. Demorei 1h, o que eu normalmente faço em 25 ou 30 minutos. E ainda está com fila, muita gente aguardando, muita demora nos ônibus", afirmou o morador de São Sebastião, "e só quem sofre com isso é a população".

 

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Assim como Alberto, Maria Regina da Cunha, 58 anos, também foi afetada pela paralisação: "Foi horrível pra chegar no trabalho, tive que andar muito. Com a falta de ônibus, tive que vir de metro, que fica muito longe da minha casa. Demorei 2h pra chegar no trabalho. E ainda tem fila agora a tarde, é um absurdo. A fila é sempre grande, mas hoje está bem maior".

 

 

 

 

Segundo o motorista de ônibus Ricardo Silva, 44 anos, a população precisa ter paciência em dias de paralização. "Os ônibus voltaram 9h, mas tem sempre esse tempo de organização dos horários, demora um pouco pra normalizar mesmo. Até umas 18h deve melhorar e ficar sem atraso. É só esperar com calma".

 

Giulia Roriz/Esp. CB/D.A Press
 

 

Wellington Dias Costa, 33 anos, é morador de Planaltina e perdeu o dia de trabalho por conta da falta de ônibus. "Hoje eu saí de casa 6h da manhã e cheguei no serviço meio-dia. Tive medo de perder o emprego, levei bronca do meu chefe e terei que pagar o dia não trabalhado. Agora é a mesma ladainha pra voltar pra casa, mesma demora. Não tem jeito, é um desrespeito total com a população".

 

Giulia Roriz/Esp. CB/D.A Press

 

Os rodoviários suspenderam as atividades para protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita gastos públicos pelos próximos 20 anos.

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