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Correio Braziliense

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Estudantes criam veículos sustentáveis na Olimpíada do Conhecimento

A competição vai até amanhã (13/11) e conta com projetos como o de Carro Compartilhado, onde os competidores criam do zero um automóvel que não polui

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postado em 12/11/2016 16:15 / atualizado em 12/11/2016 17:09

Minervino Junior/CB/D.A Press

No quarto dia da Olimpíada do Conhecimento, os competidores seguem firme no desenvolvimento dos mais variados projetos. Na área de Tecnologias de Manufatura e Engenharias, duas iniciativas chamam a atenção: Transporte e Logística (onde veículos comuns são personalizados) e Carro Compartilhado (modelos sustentáveis produzidos do zero). Além dos diversos desafios individuais, como o de polimecânica.

 

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Na área de Transporte e Logística, as seis equipes — entre elas uma do Distrito Federal — receberam um Ford Ka e tem a missão de personalizá-lo de acordo com o projeto de cada time. A preparação deve ser feita no conjunto mecânico (motor, suspensão, freios ou direção), na pintura e no som. Todas as modificações têm que ser de alta performance e, quando finalizado, o carro terá que estar apto a rodar, obedecendo às normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

 

Minervino Junior/CB/D.A Press
 

O time de Brasília resolveu trocar as portas do hatch para o estilo Lambo Door (em vez da abertura convencional, elas levantam como se fosse uma tesoura, igual ao dos superesportivos da Lamborghini). Fora isso, eles trocaram as rodas e a grade frontal, fizeram a instalação do sistema de som e colocaram suspensão a ar. Na parte da pintura, uma homenagem à cidade e a Athos Bulcão.

 

Os alunos têm de 16 a 20 horas para concluir o projeto. De acordo com o avaliador e gestor da equipe, Victor Silvana, a maior dificuldade é ajustar a suspensão. "Para gente é a parte mais complexa, pois ela tem três fases de altura e cada eixo é independente. Não é tão fácil chegar ao ponto correto", afirma. Outro diferencial do time é que, a suspensão e o sistema de som, poderá ser controlado via aplicativo.

 

Minervino Junior/CB/D.A Press
 

Já a equipe do Ceará optou por uma personalização mais off-road. Eles aumentaram a suspensão do Ka – para transpor áreas com maior facilidade – e elevaram a potência do motor entre 15 a 20 cavalos. Segundo o competidor João Carlos, 17 anos, o Ceará é conhecido pelos paredões de som. "Com isso, decidimos instalar um sistema de 6.650rms de capacidade musical. Para aguentar tanta potência, precisamos colocar uma placa solar no teto para ajudar na alimentação energética do som", conta.

 

De acordo com o avaliador líder da área, Hélio Nakata, os carros são exatamente iguais e chegaram a Olimpíada 70% finalizados. "Os outros 30% fazem parte da montagem de cada equipe. Os veículos são idênticos para não beneficiar ninguém", aponta. No estande, entre as áreas de cada time, dois Stock Car "assistem" as modificações nos Kas. "A ideia dos modelos de competição foi para inspirar os competidores", conta Nakata. As equipes têm até amanhã (13/11) às 13h para finalizar tudo. Os resultados saem às 15h.

Minervino Junior/CB/D.A Press

 

Carro Compartilhado

 

O objetivo deste desafio é criar, do início, um veículo com zero emissões de poluentes e que possa ser compartilhado com mais de uma pessoa. Além disso, os competidores têm que seguir algumas regras, como: o carro tem que atingir, no mínimo, 40km/h; ter uma autonomia de 20 quilômetros e ter capacidade de acomodar uma pessoa de 90kg e 1,85m de altura. Fora isso, os modelos têm que contar com todos os requisitos básicos de um veículo, tais como carroceria, para-brisa, entre outros.

 

Minervino Junior/CB/D.A Press
 

Ao contrário dos competidores da área de Transporte e Logística, os da Carro Compartilhado têm apenas 16 horas para concluir tudo. "Os times têm que finalizar os carros ainda hoje (12) e, amanhã, os avaliadores passarão o dia todo analisando cada projeto", conta Tiago Damacena, líder e avaliador da equipe do Espírito Santo. Além de estarem prontos e atingirem os pré-requisitos, cada veículo passará por avaliações no circuito montado dentro do estande. "A pista criada utiliza variações do dia a dia das grandes cidades, como passar por elevados, locais com chuva, retas e curvas, tudo com perfeição", completa.

 

Segurança e avaliação

 

Os líderes de equipe ajudam os competidores apenas na elaboração dos projeto e na parte inicial dos trabalhos, nos respectivos estados. Na competição, eles não podem interferir. “Mesmo que a gente perceba que há algo errado na construção, não avisamos nada. A única interferência possível é se houver algum risco na segurança deles ou de quem estiver perto. Fora isso, não nos intrometemos”, conta Tiago Damacena. A avaliação de cada projeto é feita pelo líder da própria equipe, das outras e pelos gerais. “Assim, podemos formar uma opinião mais sustentada sobre os melhores projetos”, afirma Hélio Nakata.

 

 

 

Desafios individuais

 

Dentre as diversas provas de desafios técnicos, a de polimecânica para separação de materiais foi uma das que mais testaram os competidores. O teste foi feito em duas fases, sendo a primeira a montagem pneumática da máquina e a segunda a configuração do programa. De acordo com o avaliador Domingos Adriano, as provas são propostas por empresas, que participam da avaliação do projeto. “Nesta, específica, observamos se os requisitos estabelecidos foram cumpridos e, principalmente, se a separação dos materiais está funcionando corretamente”, aponta.

 

Minervino Junior/CB/D.A Press
 

Cada competidor tinha uma hora para finalizar as duas etapas. Ao fim, apenas o paulista Marcos Iung, 19 anos, conseguiu concluir tudo. Satisfeito com projeto concluído, Iung achou que a parte mais difícil foi programar o sensoriamento da planta que identifica os materiais. “Os sensores são delicados e precisei me concentrar bastante para não errar e concluir tudo”. Ele comemora o primeiro lugar na disputa. “É muito tempo estudando e adquirindo conhecimento. Depois de muito trabalho, treinamento e dedicação é muito bom ter vencido”, celebra.

 

Serviço

 

Amanhã é o último dia da Olimpíada. Como nos outros dias, a entrada é gratuita e a competição vai das 9h às 17h no estacionamento do ginásio Nilson Nelson. Além dos resultados das provas, os visitantes poderão acompanhar diversas palestras. A programação completa está no site da Olimpíada.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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José
José - 13 de Novembro às 09:28
Empresários brasilkeiros SÃO MAIS FUNCIONÁRIOS PUBLICOS DO QUE OS PRÓPRIOS - - - - - em tudo dependem de ajuda do governo, seja lá de que nível for ! ! !
 
José
José - 13 de Novembro às 09:27
Os empresários brasileiros TEM QUE TOMAR VERGONHA NA CARA ! Em vez de querer virar POLÍTICOS TEM QUE ATENTAR , POR EXEMPLO, O QUE ESTES JOVENS SÃO CAPAZES ! ! ! Sabem o que vai acontecer ? - - - - O empresários lá de fora, vão abocanhar tudo isso - - - - - - e vender a peso de ouro para os brasileiros - - - - só isso ! ! !