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Festival comemora Dia Mundial do Hip Hop no Museu da República

Ao todo, serão 90 horas de música e dança hoje e amanhã

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postado em 12/11/2016 18:11 / atualizado em 12/11/2016 20:17

Gláucia Chaves

Gláucia Chaves/CB/D.A Press
 
Um momento para valorizar a cultura de rua em todas as suas vertentes: das batidas do hip hop aos inconfundíveis passos do breakdance, passando pelos desenhos do grafite, pelas rimas afiadas do rap e pelos sintetizadores dos DJs. Este ano, a comemoração do Dia Mundial do Hip Hop, neste sábado (12/11) foi feita em grande estilo, em um festival que tem como meta ser um dos principais eventos do estilo da América Latina. O músico e produtor de eventos Steiner Anistia, 38 anos, explica que o Periferia 360º — A periferia sob um céu de 360º nasceu como uma tentativa não só de divulgar o movimento, mas de fazer com que as pessoas façam parte dele. 
 

Por isso, além de 90 horas de música em shows que acontecem hoje e amanhã, o festival terá oficinas de dança, grafite, audiovisual, produção cultural, DJ, break e rimas. O evento é realizado pelos grupos Periferia 360º, Black Spin Breakers e Movimento Underground Brasília (MUB), com apoio da Secretaria de Cultura do DF. “Este evento, na verdade, vai durar 15 dias. A Carreta da Juventude dará os cursos e vamos para as cidades de Santa Maria, Brazlândia, Planaltina e Ceilândia”, explica Steiner Anistia. “Em cada cidade vai ser captado quatro músicas de quatro artistas da cidade. A ideia é fazer uma coletânea e distribuir esse disco gratuitamente.” A próxima parada da carreta será dia 14, em Planaltina.
 
Festival
 
Para a dançarina Érica Correia, 27 anos, eventos como este são necessários para mostrar a cultura da periferia para Brasília. “Queremos integrar, porque o hip hop é bastante famoso, mas só na periferia”, frisa. “As músicas são bem divulgadas, mas as outras vertentes ainda são desconhecidas.” A estudante de dança Ana Luísa Sales, 21 anos, concorda. “É importante ter um evento com estrutura, patrocínio e pessoas sérias fazendo. A maioria dos eventos que eu já fui não tinha apoio, era tudo autônomo. É sempre bom para valorizar as pessoas que treinam para isso.”

Os amigos Lucas Rodrigues e Bárbara Laura, 23 e 21 anos, respectivamente, foram ao evento para conhecer um pouco mais do movimento hip hop de Brasília. Lucas é paulista e conta que se surpreendeu com a qualidade técnica e com a organização dos brasilienses. “O evento está bem estruturado, bem bonito. São Paulo tem mais gente, até por ser maior, mas Brasília está de parabéns”, elogiou o funcionário do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Para Bárbara, o festival serve para unir pessoas e desmistificar o movimento hio hop. “Além disso, é de graça e de fácil acesso, do lado da Rodoviária. Brasília precisa de cultura e de cada vez mais eventos como esse”, comentou a fotógrafa.

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