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Níveis de reservatórios aumentam pelo 3º dia seguido no DF

Apesar disso, técnicos da Caesb alertam para a necessidade de a população seguir com o racionamento, mesmo com a chegada do período chuvoso

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postado em 15/11/2016 06:30

Ana Viriato , Priscila Botelho

 

 

Na tarde desta segunda-feira (14/11), meteorologistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) calculavam o índice de chuva para os próximos dias. A cifra centraliza dois problemas: a maior celeuma do abastecimento da capital federal em 56 anos e a recuperação de Samambaia, fortemente afetada por uma tempestade em outubro. As pancadas dos últimos três dias acumulam 60mm, um alívio para os reservatórios. Pela terceira vez seguida, aponta medição da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa), o nível dos aquíferos subiu.

As fortes chuvas que atingiram o Distrito Federal devem se estender até sexta-feira (18/11). Nas próximas 95 horas, são esperadas pancadas em toda a cidade, inclusive na região dos mananciais que compõem o sistema de abastecimento. A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) acredita que, se o cenário se prolongar até março, aliado a práticas de economia, a estabilidade das barragens podem ser alcançada ainda em meados de 2017.

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Após sucessivas quedas, o recuo no volume de água dos reservatórios deu uma trégua. A Barragem do Rio Descoberto — responsável pelo abastecimento de 70% do DF — subiu entre sábado e ontem 0,18 ponto percentual e está com 19,73% da capacidade. O reservatório de Santa Maria está com 40,78% do volume total e acumula alta de 0,45 ponto percentual.  Em meio a uma crise hídrica de proporções inéditas na capital federal, o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, teme que o retorno das chuvas diminua a preocupação do brasiliense com a economia da água. “Trata-se de um leve equilíbrio pontual”, destaca.

Jhonatan Vieira/Esp. CB/D.A Press


Entre agosto e outubro, houve uma economia de 9% no consumo de água, em relação ao mesmo período de 2015. Isso significa, por exemplo, que deixaram de ser retirados 500l de água do reservatório do Descoberto. “Para fazermos um balanço, temos de esperar até janeiro. Enquanto isso estamos trabalhando em outras formas de captação”, explica Luduvice, ao se referir às obras de Corumbá, que estão 50% prontas, e do Córrego Bananal.

Previsão
A expectativa é que chova em novembro 231mm. Entre sábado e ontem, as pancadas acumulam 24,9% do total esperado. As médias climatológicas mostram que, em dezembro e janeiro, as chuvas devem se avolumar. “Pode chover em vários horários e em todos os lugares do DF. Ao longo da semana, continuaremos com muita nebulosidade”, explica a meteorologista do Inmet Maria das Dores de Azevedo.

Alagamentos são esperados em alguns pontos do DF, segundo a Novacap. Normalmente, as tesourinhas das asas Sul e Norte são zonas críticas. Ontem, o Corpo de Bombeiros atendeu chamados de queda de árvores. Também se reforçou o monitoramento para evitar transtornos. Seis empresas, divididas em oito áreas, realizarão a limpeza e a desobstrução das redes de drenagem pluvial nas 31 regiões administrativas.

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