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Correio Braziliense

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Frei Vicente conquista fiéis com reflexões sobre a vida religiosa

Em Metáforas, Frei Vicente repassa algumas das vivências compartilhadas com os fiéis nas homilias que lotam a Paróquia Santo Antônio, na Asa Sul

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postado em 16/11/2016 06:00 / atualizado em 16/11/2016 08:18



Os mais de mil fiéis que, todo domingo, lotam a Paróquia Santo Antônio, na Asa Sul, para ouvir os sermões de Frei Vicente não têm dúvidas de que estão diante de alguém com evidente vocação para a vida religiosa. É meio século de dedicação à Igreja Católica, marco comemorado este ano. Doutor em pedagogia, especialista em espiritualidade e em psicanálise, ele vai além da religião. Cumpre expediente diário como secretário de Planejamento da Escola Superior do Ministério Público Federal (MPF) e é o responsável pelos cuidados com crianças atendidas pelas creches da Associação Cruz de Malta.

“Fazer outras atividades fora da igreja me aproxima da realidade das pessoas”, conta o religioso. Nascido em Schwerin, na Alemanha Oriental, sete dias após o término da Segunda Guerra Mundial, Frei Vicente ainda carrega parte do sotaque alemão. A vivência entre os escombros e as mudanças sociais do pós-guerra o transformaram em um observador da sociedade. “Eu não me preocupo com o futuro da Igreja. Eu me preocupo com o futuro da humanidade”, enfatiza o pároco, ao ser questionado sobre as expectativas com o mundo religioso, a Igreja Católica e a evasão de fiéis. “Vejo que as pessoas estão mais carentes hoje. Carentes de afeto, de atenção. E as igrejas, como um todo, não estão dando conta de atender a esses anseios.”

Às vésperas de lançar o segundo livro de homilias, Metáforas — Reflexões do Frei Vicente, o pároco se diz desanimado com o futuro. “Estamos no auge da tecnologia, com pessoas mais conectadas pelas redes sociais, mas falta um sentimento de pertencimento. Tudo é provisório. Isso tem reflexo em toda a vida do ser humano. Seja na forma de lidar com as relações pessoais, seja na forma de lidar com o consumo de bens materiais. Afinal, já que não se sentem parte de nada e de ninguém, compra-se algo que irá lhe pertencer. É triste ver isso”, lamenta.

As vivências de Frei Vicente norteiam as homilias que fazem sucesso entre os fiéis. “Eu falo sobre as minhas reflexões sobre o mundo. Sobre o que eu vivo. Vejo novas composições de família, vejo novos valores, novas formas de ver o mundo, e falo sobre o meu ponto de vista. As pessoas acabam se identificando”, relata.

 

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