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Crescimento de algas é o principal motivo da contaminação do Lago Paranoá

Ibram e Adasa avisam que trechos entre o Pontão e a foz do Riacho Fundo e parte próxima às Pontes das Garças e Honestino Guimarães não devem ser usados por banhistas ou pescadores devido à contaminação por cianobactérias

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postado em 18/11/2016 06:00

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), emitiram, ontem, um alerta à população, informando que o trecho do Lago Paranoá do Pontão do Lago Sul até a foz do Riacho Fundo está impróprio para banho e pesca. Além disso, as proximidades da Ponte das Garças até a Ponte Honestino Guimarães estão afetadas. O motivo é o florescimento desregulado de cianobactérias, conhecidas como alga azul. O fenômeno altera a cor da água para um verde intenso e diminui o índice de oxigênio, resultando na morte de muitos peixes. Essas restrições valerão, segundo os órgãos, até o retorno às condições normais de segurança e de qualidade da água.

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O surgimento dessas algas é atribuído, geralmente, à descarga de esgoto na água. No entanto, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) informou à Adasa que a estação de tratamento de esgoto Sul, próxima às áreas afetadas, funciona sem anormalidades. Os órgãos informaram, ainda, que, desde a última sexta-feira, buscam identificar a causa do florescimento anormal dessas algas. “Técnicos fazem o monitoramento sistemático dos locais que apresentam alteração, com visitas e a repetida coleta de amostras da água para análise em laboratório”, destacaram em nota conjunta. As galerias de águas pluviais que deságuam no trecho também serão checadas.

Preocupação

Essa não é a primeira vez que o crescimento excessivo das algas desequilibra o Lago Paranoá. O arquiteto e urbanista Pedro Braga Netto relata que durante a primeira década de existência do espelho d’água, em 1970, o tratamento de esgoto era muito precário, o que resultou no desequilíbrio da flora. “Foi um problema sério, havia um cheiro muito forte. Não era possível tomar banho no local. Isso só foi corrigido nos anos 1990, com a ampliação da estação de tratamento Sul e Norte. Só nessa época o Lago atingiu um padrão ideal de balneabilidade”, explica.

O especialista definiu a situação como preocupante. Isso porque, de acordo com ele, o Lago está no limite devido ao grande número de ocupações urbanas na bacia. “O braço do Riacho Fundo é o mais perturbado. Tem ocupações irregulares desde o início de Brasília. É a maior pressão urbana. Esse trecho é exatamente o mais sensível.”

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
andre
andre - 18 de Novembro às 13:39
Não seria o contrário? As algas estão proliferando por que o lago está contaminado?
 
ioelson
ioelson - 18 de Novembro às 11:04
A estação de tratamento do Riacho Fundo não funciona. O poço de bombeamento de esgoto de Águas Claras, localizada á margem do metrô foi desativado. Como resultado temos, na ponte da BR-040 no início do Núcleo Bandeirante um rio de esgoto a céu aberto. Estes fatos contribuem expressivamente para a poluição do Lago Paranoá. Torna-se necessário a intervenção do Ministério Público.

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