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Estudantes ocupam o Setor Leste em protesto contra medidas do governo

A Polícia Militar foi ao local para negociar a saída. Grupo é contrário à PEC dos gastos e à proposta de reforma do ensino médio

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postado em 18/11/2016 18:51 / atualizado em 18/11/2016 19:58

Gabriela Vinhal , Alessandra Modzeleski - Especial para o Correio

Ed Alves/CB/D.A. Press
 

O Centro de Ensino Médio Setor Leste, que fica na 612 Sul, foi ocupado na tarde desta sexta-feira (18/11) por alunos da instituição que são contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 - que estabelece um teto para os gastos públicos durante 20 anos - e à Medida Provisória (MP) que propõe reforma no ensino médio.
 
Não há policiamento no local. Cerca de 30 alunos estão no lado de fora da instituição e não sabem informar sobre a quantidade de pessoas no interior. Os alunos decidiram pela invasão em duas assembleias, uma no período da manhã e outra à tarde. A segunda reunião foi transmitida on-line na página Encontro de Grêmios DF. Os estudantes alegam ser contra a reforma no ensino médio e exigem um debate "horizontal" com o governo.
 
A Polícia Militar chegou ao local por volta das 18h, mas não interveio nem tentou desocupar a instituição. Alguns pais acompanham a ocupação e ajudam os filhos. Uma ordem judicial para a desocupação foi expedida pela Justiça, mas não pôde ser cumprida devido ao horário.
 
Um dos alunos, que teve o nome preservado em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), disse que os discentes estão sem acesso a salas para dormir, materiais de limpeza e à cozinha da escola. Entretanto, os pais levam comidas, assim como outros ocupantes que saem para comprar mantimentos. A mãe dele admira o filho. "Eles despertam o sentimento de mobilização", diz. Ela disse estar apreensiva, mas muito orgulhosa do filho. 
 

Movimento nacional 

Eles participam de um movimento nacional que critica as propostas do governo federal. As ocupações começaram em outubro e as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram adiadas em algumas instituições de ensino que também seriam locais de aplicação. Esses estudantes - mais de 8 mil no DF - farão a avaliação em 3 e 4 de dezembro.
 

Na Universidade de Brasília (UnB) a Reitoria e alguns institutos continuam ocupados. Em 7 de novembro, estudantes contrários à ocupação na universidade entraram com representação no Ministério Público Federal (MPF). No documento, com aproximadamente 3.050 assinaturas contrárias, eles alegam que a ocupação infringe direitos sociais e individuais, a liberdade de ir e vir e o direito à manifestação se sobrepondo às aulas previamente marcadas.
 
As ocupações deixaram incertas também as eleições para o Diretório Central de Estudantes (DCE), marcadas para 23 e 24 de novembro. É possível que o pleito seja adiado para 2017.

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