Morre Vera Agner, pioneira e professora dedicada à educação infantil

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postado em 21/11/2016 14:36 / atualizado em 21/11/2016 15:06

Arquivo Pessoal
Uma professora dedicada à harmonia. Vera Lúcia Agner, 73 anos, nunca duvidou de sua vocação. Lecionava com o carinho de quem sentia prazer em ver a  transformação do próximo. A maior parte da vida passou na companhia de crianças. Um câncer a separou da arte de educar. Vera morreu na noite de domingo (20/11) vítima da enfermidade.

 

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Vera fez magistério e começou a dar aula no ensino primário na década de 1970. Se orgulhava das relações sólidas que construía. O tom de voz era sempre calmo, baixo e elegante. A paciência para gerenciar momentos de crise se destacava. Se mantinha sorridente e otimista até diante da doença. Se recolhia, mas tão logo, retomava a rotina.

“Foi uma luta longa e muito difícil. Às vezes ela se abatia, tinha momentos em que se recolhia, mas voltava como se nada tivesse acontecido. Não entregava os pontos”, conta a jornalista Socorro Ramalho, 49 anos, nora de Vera.

A professora era quem unia a família. Nunca se ausentou dos aniversários dos dois filhos, um deles Marcelo Agner, editor da primeira página do Correio Braziliense, e dos oito netos. “Ela era sempre muito presente. Discreta, mas sempre estava lá. A alegria e o sorriso aberto conquistava a todos”, completa Socorro.

 

Convivia com o dilema do câncer há mais de 10 anos. A doença começou na mama e se espalhou pelo corpo. “Nos momentos em que ela obteve resposta do tratamento retomou a rotina. Dava aulas e voltou a sair”, conclui.

 

Dedicação ao sagrado

 

Desde fevereiro de 2014, Vera era reverenda do Templo Luz do Oriente — da doutrina Messiânica. Pela sabedoria, os ensinamentos da religião chegava a quem mais necessitava. Queria uma religião aberta, sem tabus. “Estamos de portas abertas, para receber a todos, independentemente de raça, credo ou condição social”, escreveu em uma de suas mensagens como líder espiritual.

Logo no início desta manhã, a reverenda Mariza Paulo Wagner, colega do Templo Luz do Oriente, recebeu as primeiras ligações de pesar. “A Vera tirou o peso da carne e assumiu a beleza do espírito. As pessoas são de uma gratidão imensa a ela”, detalha Mariza.

Juntas, Mariza e Vera lideravam o Templo Luz do Oriente. A amizade entre as duas ultrapassou 25 anos. “Ela era uma pessoa muito doce, calma, inteligente e uma professora que lidava com as crianças de maneira única”, acrescenta.

O velório será nesta segunda-feira (21/11) na Capela 7 do Campo da Esperança, na Asa Sul, a partir das 15h. O enterro às 17h.

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