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Brasilienses promovem carreata em defesa dos animais

Em 25 de novembro comemora-se o "meatless day", ou seja, o dia mundial sem carne

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postado em 25/11/2016 18:34 / atualizado em 25/11/2016 18:37

Carolina Cardoso/Esp/CB/D.A Press
 
Todo mundo tem um conhecido que seja vegano ou vegetariano. Apesar das semelhanças, as diferenças dão singularidade aos dois estilos de vida. Uma coisa é certa, os dois não consomem carne. Mas o vegetarianismo é um regime alimentar que permite o consumo de alimentos de origem animal, como leite e ovos. Já o veganismo é uma filosofia, seguidores não ingerem nada que tenha sido retirado de bichinhos. Portanto, produtos alimentares, cosméticos testados em animais e até mesmo roupas que utilizem alguma parte de sua pele, não são aceitos por veganos.
 
A luta em favor dos bichos é compartilhada e vai além da forma como as pessoas se alimentam. Por isso, em 25 de novembro comemora-se o "meatless day", ou seja, o dia mundial sem carne. A campanha é anual e possui diferentes ações que tentam trazer à tona a conscientização sobre a importância da proteção aos bichos. Em Brasília, um grupo de adeptos ao movimento promoveu uma carreata, na tarde desta sexta-feira (25/11), em favor da proteção aos animais. Cerca de 40 pessoas estavam presentes e ao menos 20 carros fizeram parte da manifestação, que foi pacífica, de acordo com a organizadora Tânia Miguel, 53 anos. Cinco batedores da Polícia Militar acompanharam os participantes, que percorreram todo o Eixo Monumental.
 
"É uma campanha que teve início com o Sadhu Vaswani, na Índia. É uma data simbólica, quem quiser pode continuar não comendo carne. Mas a intenção é chamar a atenção das pessoas para que elas entendam que toda a vida é sagrada. Os animais são os nossos irmãos e nós devemos protegê-los”, afirma Tânia. A carreata é apenas uma ação do grupo. Eles não possuem um nome, mas sempre estão se organizando para promover a ideologia. Tânia conta que geralmente vão ao Parque da Cidade e realizam eventos para crianças. Ela considera isso um início de reeducação cultural de como tratamos os animais.
 
Maria Edvisus, 59 anos, também participou da carreata. Ela não come carne bovina desde 1979. Durante alguns anos, variou na ingestão de peixes e frangos, mas há 10 anos a aposentada decidiu não comer mais nenhuma carne. “Não quero ser cúmplice da morte deles e nem da vida miserável que ele são obrigados a viver”, conta a aposentada. Maria afirma estar no combate aos maus-tratos de bichos desde que nasceu. “Quando eu tinha seis anos, minha mãe pediu para eu comprar uma dúzia de ovos. Comprei um pombo, daqueles que vendiam para matar, e o soltei pela janela da minha casa”, confessa.
 
Seja vegetariano, vegano ou alguém que segue outros tipos de regimes alimentar e filosofias de vidas a luta contra a exploração dos animais pode ser compartilhada e todos podem aderir ao meatless day, o dia mundial sem carne. 

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