Após nove anos, Distrito Federal deve ganhar novo hospital

Licitação para construção de uma unidade especializada em câncer será lançada em 2017. Depois disso, outros dois projetos só devem sair do papel em uma década

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postado em 26/11/2016 07:05

 Gustavo Moreno/CB/D.A Press


Desde o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), inaugurado em 2008, a capital federal teve seis governadores, duas eleições, mais de 10 secretários de Saúde e a população cresceu 16,4% — passou de 2,55 milhões de habitantes para 2,97 milhões, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse período, porém, nenhuma nova unidade de saúde foi incorporada à rede pública. No primeiro trimestre de 2017, o Executivo local inicia a licitação para a construção do Hospital do Câncer de Brasília sob o valor de R$ 166 milhões. Depois dele, um novo hospital só deve ser lançado daqui a uma década.

Atualmente, a rede pública conta com 16 hospitais — 11 regionais e cinco especializados. As movimentações para a construção do Hospital do Câncer remetem a um projeto lançado em 2013, que previa a inauguração de quatro unidades (leia Memória). Com o passar do tempo, acabou abandonado. A Subsecretaria de Planejamento em Saúde trabalha com o plano de construir dois hospitais sob o custo de R$ 722 milhões. Entretanto, elenca três empecilhos: recursos, aprovação de projetos arquitetônicos e formação de equipes.

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A pasta admite que não tem como captar dinheiro para obras. “Os recursos de investimento são muito baixos. No contingenciamento de gastos, o primeiro item a ser cortado é o investimento. Sempre pedimos R$ 9 bilhões de orçamento e temos recebido cerca de R$ 6 bilhões. A gente se sustenta, mas não se expande”, explica a subsecretária de Planejamento em Saúde, Leila Gottems.

Outra dificuldade do governo é compor equipes de médicos, enfermeiros e técnicos. Cada nova estrutura necessitaria de 3 mil servidores. “A estimativa de pessoal para manter essa ampliação também nos coloca um grande empecilho”, argumenta Leila. Ela completa: “Não acredito que a gente consiga construir um hospital geral pelos próximos 10 anos. Uma alternativa pode ser parcerias público-privadas, como outros estados têm feito.”

Infraestrutura

Entre os projetos do governo, estão ainda a construção de dois hospitais, um no Gama e outro em Ceilândia. Inaugurado em 1967, o Hospital Regional do Gama (HRG) seria extinto para dar lugar a uma nova estrutura, com 660 leitos e 70 unidades de terapia intensiva (UTI). Os problemas na unidade hoje são tantos que há oito anos ela não é habilitada para oferecer novos tratamentos. A estrutura nem sequer atende parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A mudança custaria ao todo R$ 366 milhões. A nova unidade da cidade seria construída em um outro terreno, provavelmente o de uma área destinada a um parque.


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Pablo
Pablo - 26 de Novembro às 19:15
São Sebastião como sempre esquecida, hospital só o de base ou o do Paranoá, todas as outras cidades tem hospital, mas aqui hospital é só carro do vizinho ou quando tem, SAMU...
 
marco
marco - 26 de Novembro às 12:24
Os hospitais públicos de Brasilia DF já deixaram de ser públicos faz tempo , por isso que o cidadão não encontra hospital aberto. Quando encontra, o médico faltou. Quando o médico aparece, não tem remédio para curar o paciente. Mas o mais grave é que os hospitais são publicos, funcionam devido aos impostos, mas os mesmos gestores que administram o hospital público é o mesmo sujeito que administra seu hospital particular e para isso cobra muito caro pelos atendimentos (em seu hospital), não se importando com o hospital publico. Estou falando dos sícios ocultos do político/empresário. É por isso também que os serviços médicos públicos (que na verdade não são mais públicos) estão cada vez piores, ou seja, de público tem só o nome. É um caso de polícia e de justiça, mas as autoridades tem dinheiro suficientes pra pagar os caríssimos planos de saúde, e nós, cidadãos não. O estado administrado por empresarios está botando preço pra salvar a vida do cidadão. Isso é um crime continuado que está matando as pessoas que são obrigadas a voltar pra casa sem tratamento médico público. Em outras palavras, as empresas, bens e serviços devem voltar para o domínio do cidadão, devem voltar para as mãos do estado; e esse mesmo estado deve gerir os bens e patrimônios para favorecer o povo, o cidadão. As empresas e os serviços essenciais devem retornar, de verdade, para a população. Não se pode admitir que para o cidadão, resta apenas o encargo de pagar a conta por serviços pessimamente mal prestados pelo Governo, e para o empresário, só os inúmeros benefícios subvencionados pelo governo. Pro empresário sai tudo de graça, mas para o povo sai caro demais sem a contraprestação de um serviço digno.
 
marco
marco - 26 de Novembro às 12:22
Os hospitais públicos de Brasilia DF já deixaram de ser públicos faz tempo , por isso que o cidadão não encontra hospital aberto. Quando encontra, o médico faltou. Quando o médico aparece, não tem remédio para curar o paciente. Mas o mais grave é que os hospitais são publicos, funcionam devido aos impostos, mas os mesmos gestores que administram o hospital público é o mesmo sujeito que administra seu hospital particular e para isso cobra muito caro pelos atendimentos (em seu hospital), não se importando com o hospital publico. Estou falando dos sícios ocultos do político/empresário. É por isso também que os serviços médicos públicos (que na verdade não são mais públicos) estão cada vez piores, ou seja, de público tem só o nome. É um caso de polícia e de justiça, mas as autoridades tem dinheiro suficientes pra pagar os caríssimos planos de saúde, e nós, cidadãos não. O estado administrado por empresarios está botando preço pra salvar a vida do cidadão. Isso é um crime continuado que está matando as pessoas que são obrigadas a voltar pra casa sem tratamento médico público. Em outras palavras, as empresas, bens e serviços devem voltar para o domínio do cidadão, devem voltar para as mãos do estado; e esse mesmo estado deve gerir os bens e patrimônios para favorecer o povo, o cidadão. As empresas e os serviços essenciais devem retornar, de verdade, para a população. Não se pode admitir que para o cidadão, resta apenas o encargo de pagar a conta por serviços pessimamente mal prestados pelo Governo, e para o empresário, só os inúmeros benefícios subvencionados pelo governo. Pro empresário sai tudo de graça, mas para o povo sai caro demais sem a contraprestação de um serviço digno.