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GDF passa a fazer diagnóstico de novo vírus transmitido pelo Aedes aegypti

Semelhante ao chicungunha, o vírus mayaro causa febre e dor intensa nas articulações

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postado em 26/11/2016 11:15 / atualizado em 26/11/2016 11:29

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
 
O Sistema de saúde Pública do Distrito Federal fará diagnóstico laboratorial do vírus mayaro. Semelhante ao chicungunha e também transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também carrega os vírus da dengue, da chikungunya e da zika. As análises serão feitas no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen). Além do órgão, somente o Instituto Evandro Chagas, do Pará, é referência nacional para este tipo de análise.

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Mayaro é doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Por ser similar a outras viroses e permitir a melhora sem tratamento, raramente é diagnosticada. Parte dos pacientes pode apresentar queixa de artralgia (dor nas articulações) intensa, acompanhada ou não de edema. A lesão pode ser incapacitante e durar meses. Mas normalmente o paciente se recupera em uma ou duas semanas.

A capital não tem registros do vírus nenhuma vez, embora já haja registro do mayaro em regiões vizinhas, em Goiás. A expectativa do GDF é que, com os diagnósticos, o controle de epidemias na região se torne mais eficiente. Há o risco, no entanto, de oi Lacen ter diagnosticado o vírus como sendo chicungunha, erroneamente.

“Pode ser que a gente tenha dado diagnóstico de chicungunha, quando na verdade era mayaro. Para o paciente, não faz diferença, pois os sintomas e o tratamento são os mesmos para ambos. É uma importância de vigilância epidemiológica”, destaca a analista em Saúde do Núcleo de Virologia do Lacen, Marizoneide Gomes. “Agora, com uso de reagentes específicos, vamos saber com qual vírus o paciente está”, acrescenta.

A amostra clínica para diagnóstico é o sangue do paciente, que deve ser colhido cinco dias após o início dos sintomas. O material deve ser encaminhado ao Lacen, transportado sob refrigeração e acompanhado da ficha de investigação epidemiológica devidamente preenchida.
 
Com informações da Agência Brasília.

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