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Lideranças do Varjão se reúnem para celebrar o Dia da Consciência Negra

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postado em 26/11/2016 18:28

Marina Adorno - Especial para o Correio

Marina Adorno/CB/D.A Press

 
Na manhã deste sábado a administração do Varjão promoveu um café da manhã em homenagem ao dia da consciência negra, comemorado em 20 de novembro, para lideranças femininas negras da comunidade. Cerca de 25 mulheres participaram do encontro informal para falar sobre discriminação, violência, auto-estima e empoderamento.

A secretária adjunta de políticas públicas para as mulheres, igualdade racial e direitos humanos, Raissa Rossiter, participou do encontro. Ela afirmou afirmou que iniciativas como essa são muito importantes, pois qualquer processo de mudança se faz a partir da comunidade. “Somos maioria no Distrito Federal, e dentre as mulheres a maioria são negras. A mulher negra tem o desafio de se conscientizar dos seus direitos e do aparato legal que existe para permitir que ela não se cale” ressaltou.

A chefe de gabinete da administração do Varjão, Cláudia Constância, acredita na capacidade que cada pessoa tem de fazer a diferença. “Pequenas iniciativas como essa são  capazes de transformar a comunidade onde a gente vive”, disse. Segundo ela, a ideia do evento é disseminar para as mulheres a informação sobre os seus direitos. “Os índices de violência no Varjão diminuíram muito, mas ainda é preciso melhorar.”
 
Marina Adorno/CB/D.A Press
 
 
Elza Maria José, 65, é uma das fundadoras do Varjão. Ela chegou na comunidade em 1978 e observa com muito orgulho a evolução ao longo dos anos. “Esse encontro é muito bom, por aqui muita mulher já sofreu. Eu nunca deixe ninguém me dominar, nem pelo meu tamanho, nem pelo meu saber, nem pela minha cor”, defende. Ela percebe que os relatos de mulheres negras abusadas diminuiu bastante, Elza atribui isso à informação. Segundo ela, as mulheres têm mais conhecimento e não permitem que sejam feitas de vítimas em situações de abuso ou maus tratos.

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