SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Morre em Brasília o ativista político de esquerda Álvaro Lins

Álvaro Lins teve complicações decorrentes de um pós operatório e faleceu no Hospital Brasília

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 27/11/2016 12:37 / atualizado em 27/11/2016 14:39

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
 

 

Morreu na manhã deste domingo (27/11) o militante de esquerda Álvaro Lins. Foi ativista contra o regime militar, participando de importantes eventos e ocupações da Universidade de Brasília (UnB) durante a ditadura. Chegou a viver na clandestinidade, com um pseudônimo. Lins faleceu no Hospital de Brasília, em decorrência de complicações após um transplante de fígado.

 

Toninho do Psol, em mensagem de texto, lamentou a morte do ativista. "Quis o destino que Álvaro partisse junto com Fidel Castro. Estive reunido com Álvaro no último dia 4, onde conversamos sobre a situação política do DF e perspectivas para o processo eleitoral de 2018. Uma grande perda." 

 

Em entrevista ao Correio, publicada em 5 de novembro de 2013, Álvaro contou sua trajetória contra a ditadura, que resultaram em agressões e até em sua prisão. No fim da educação básica, passou no concurso para o Centro Integrado de Ensino Médio (Ciem), onde hoje funciona o ambulatório do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Álvaro acabou expulso da instituição, por questionar uma decisão do diretor adjunto.

 

O engajamento iniciado no colégio não morreu com a expulsão. Em junho de 1968, em meio a uma passeata na altura da 506 Sul, foi preso pela primeira vez. Em entrevista ao Correio em 2013, ele contou: “Fomos cercados. Corri pra um prédio e estávamos entrando no elevador quando veio mais um cara. Achei que fosse outro estudante,mas ele jogou uma bomba de gás dentro. Mais homens chegaram e me bateram muito”, conta. O Diretório Central dos Estudantes Secundaristas de Brasília (DCESB) era acusado de atuar nas manifestações de 1968, bem como de vinculação com organizações clandestinas de esquerda.

 

Álvaro Lins tomou a frente de um comício relâmpago em uma quermesse de oficiais do Exército e do Serviço Nacional de Informação. Apanhou e foi preso mais uma vez. Depois de livre, continuou militando. Viveu na clandestinidade, em São Paulo e Rio de Janeiro, até 1981, com nome falso, trabalhando em fábricas e fugindo da polícia.

 

Aguarde mais informações.

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Pablo
Pablo - 27 de Novembro às 16:12
Se fosse um dissidente em cuba, estava a muito fuzilado e enterrado, nossa "ditadura" foi passeio no parque se comparada às de esquerda, tipo a de Cuba e da Coréia do Norte.

publicidade