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Um dia após protestos, Esplanada ainda exibe as marcas dos conflitos

Na manhã desta quarta, ainda era possível ver as marcas da manifestação como carros incendiados e até restos de bombas

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postado em 30/11/2016 10:56 / atualizado em 30/11/2016 11:21

Thiago Soares , Luiz Calcagno

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
 

A Esplanada dos Ministérios amanheceu com as marcas do protesto violento da noite desta terça-feira (29). Um carro incendiado por manifestantes ainda estava no local, e era possível ver, em alguns pontos, restos das bombas usadas pela Polícia Militar para dispersar a população. Funcionários terceirizados do Ministério da Educação estavam limpando a fachada do prédio, destruída durante o ato. As vidraças foram quebradas. No hall de entrada principal monitores de computadores,  televisores,  caixas eletrônicos e até elevadores foram danificados.

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O Ministro Mendonça Filho declarou que, o protesto passou dos limites. “Todo mundo tem direito de protestar mais é claro que dentro dos limites. O protesto atender princípios que preservem a integridade física das pessoas, o direito de ir e vir, e principalmente da preservação do patrimônio público que foi totalmente destruído”, lamentou.

Mendonça descreveu a ação como um “ato de barbárie”.  “Foi vandalismo puro e condenável. Não podemos aceitar esse tipo de intolerância. É uma demonstração de pessoas que usam a democracia de forma a distorcer todas as bases e respeito ao próximo. Vamos pedir punição dos culpados e que a Polícia Federal identifique pelas imagens”.

 

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
 

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, também esteve na Esplanada dos Ministérios e lamentou o ocorrido. “Entendemos que as pessoas tem direito de manifestar que é legítimo. O que não pode ocorrer foi o que assistimos. Um determinado grupo com a intenção de causar destruição”, disse.

O governador relatou que ainda não foram feitos cálculos dos prejuízos causados pelos estragos. “O protesto chegou num nível de radicalização máxima, a depredação do patrimônio público é inadmissível. Agora vamos trabalhar para identificar os culpados por esse cenário”, garantiu.

A Secretária de Segurança Pública do DF, Márcia Alencar, defende que não houve falha no plano de segurança.  “Tivemos quatro reuniões com grupos de manifestantes anterior aos protestos de ontem. Fica claro que quem causou a depredação não participou desses encontros e veio com a total intenção de causar desordem”, amenizou.   Cerca de 1mil policiais estavam escalados para garantir a segurança. “Os cálculos foram feitos dentro da expectativa. Agora vamos trabalhar intensamente na identificação dos autores”, garantiu.

Repúdio

A comunicação do GDF publicou uma nota de repúdio aos “atos de vandalismo e de barbárie cometidos no decorrer do dia de hoje (ontem) em frente ao Congresso Nacional e na Esplanada dos Ministérios. “Destruir o patrimônio público, desrespeitar as instituições e agir com vandalismo não é, de modo algum, postura de quem quer se manifestar democraticamente”, afirmou o GDF no texto.

Ainda segundo a nota, “as forças de segurança trabalharam de forma integrada. Quatro pessoas foram conduzidas à delegacia, cinco ocorrências de dano foram registradas na Polícia Federal. O Corpo de Bombeiros registrou 40 atendimentos, todos casos sem gravidade. A Polícia Militar agiu dentro dos padrões técnicos para o enfrentamento desse tipo de situação e procurou preservar o patrimônio e a segurança das pessoas”. O GDF garantiu que as ações de dano ao bem público serão investigadas.

A união Nacional dos Estudantes (UNE) também se manifestou. A entidade soltou uma nota contra a “violência policial em Brasília”. “A União Nacional dos Estudantes afirma que a manifestação organizada pelos movimentos estudantis e sociais neste dia 29 de novembro em Brasília foi um ato pacífico, democrático e livre contra a PEC 55. Não incentivamos qualquer tipo de depredação do patrimônio público”, garantiram.

Na nota, representantes da Une se disseram perplexos com a ação da PM. “O que nos assusta e nos deixa perplexos é a polícia militar do governador Rolemberg jogar bombas de efeito moral, gás de pimenta, cavalaria e balas de borracha contra a estudantes, alguns menores de idade, que protestam pacificamente. Esse é o reflexo de um governo autoritário, ilegítimo e que não tem um mínimo de senso de diálogo”, acusaram.

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