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Pais protestam contra mudança em escolas parques anunciada pelo GDF

A medida pretende ampliar o período de alunos dentro da instituição, mas não engloba os cerca de 1,1 mil estudantes até então beneficiados

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postado em 30/11/2016 17:03 / atualizado em 30/11/2016 17:36

Alessandra Modzeleski - Especial para o Correio

Divulgação

Mães e pais insatisfeitos com as mudanças previstas para as Escolas Parque em 2017 se mobilizaram na tarde desta quarta-feira (30/11) para pressionar a Secretaria de Educação do DF (SEDF). Eles pedem que as alterações sejam melhor estruturadas. Entre as ações, está um abaixo assinado online e presencial e colocação de cartazes nas Escolas Classe do Plano Piloto que dependem de Escolas Parque. Essas unidades são responsáveis por complementar a educação básica no DF, com educação física, natação, artes e música. A alteração proposta pela SEDF é a de que os estudantes sejam atendidos nas instituições durante mais dias na semana. Entretanto, para isso ser possível, o número de alunos beneficiados cairá de 3,9 mil para 2,8 mil, assim como o número de escolas passará de 38 escolas para 17.

Na página no Facebook, “Pais pela Escola Parque”, os responsáveis estruturam ações e mobilizam a comunidade. Um grupo de pais de crianças que frequentam a Escola Parque da 304 Sul dizem que a medida atrapalha a formação dos filhos, criando  desvantagem. Eles questionam ainda a imposição da medida pela Secretaria de Educação, que não propôs um debate com os principais atores das alterações.

“Essas disciplinas não são ‘brindes’ para os nossos filhos. Elas estão previstas no currículo escolar e nós exigimos que eles as tenham. As Escolas Classe nem têm estrutura para quadra de esportes e nem espaço para que eles recebam essas atividades. Para isso serve a Escola Parque”, observa Clara Machado, mãe de Lais Machado, 6 anos.

Em entrevista ao Correio publicada na edição impressa desta quarta-feira (30/11), o subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da SEDF, Fábio Pereira de Souza, defende que a mudança é uma maneira de retomar o plano original desenvolvido pelo educador Anísio Teixeira, pois, dessa forma, os estudantes passarão a ter aulas no contraturno diariamente. “Estamos resgatando a política da escola no DF. Com o tempo, ela passou a atender em um único dia da semana e no mesmo horário de aula. Os estudantes passaram a perder as atividades regulares, e essa não é a intenção do plano de educação do DF”, detalha.

Problemas

No entanto, os pais contradizem a informação da Secretaria reforçando que, segundo o plano, esse benefício seria para todos e não a uma parcela dos alunos, já que as escolas integrais nõa conseguirão atender a todos. Além disso, alegam que Brasília deveria ter 28 escolas classe e tem cinco.

Outro ponto que incomoda os familiares é a falta de informação. “Por que está sendo decidido tudo por debaixo dos panos? Não foi discutido com os professores e nem diretores. Nós ficamos sabendo porque vazou no WhatsApp”, afirma Clara. “O mais absurdo ainda é que as escolas contempladas não serão por inteiro. Apenas um turno terá acesso à escola parque e isso será decidido por sorteio”, critica Érica Sampaio, mãe de Erick, 8 anos.

Os pais acreditam que os benefícios da Escola Parque para a educação dos filhos é unânime. “Para a formação deles é muito importante. É um espaço de riqueza cultural que não admitimos ser retirado dos nossos filhos. Eles merecem isso tanto quantos os outros”,  defendeu Cláudia Segall, mãe de Yasmin e Ana Carolina, de 8 e 6 anos. As crianças alegam que vão sentir mais falta da educação física. Mas Yasmin garante que o que mais vai fazer falta é o teatro e dança.

Se a decisão da SEDF for mantida, as diretorias das Escolas Classe alegam que vão manejar as atividades para dentro da instituição, o que, segundos os pais, não têm estrutura. “Elas foram planejadas para terem apenas 8 salas. Elas não têm pátio amplo e nem quadra. Acredito, ainda, que os professores sofrerão desvio de função”, explicou Cláudia.

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