SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Rollemberg determina retorno de revistas de manifestantes em protestos

A decisão ocorreu após uma reunião na manhã desta quarta-feira (30/11) com a cúpula de segurança do DF

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 30/11/2016 17:32 / atualizado em 30/11/2016 17:51

Thiago Soares

Gabriel Jabur/Agência Brasília

Após o ato violento que resultou em danos materiais ao longo da Esplanada do Ministérios, o governador Rodrigo Rollemberg determinou o reforço no esquema de segurança e a volta de revistas na chegada à área central em dias de protestos. A decisão ocorreu após uma reunião na manhã desta quarta-feira (30/11) com a cúpula de segurança do Distrito Federal.

Leia mais notícias em Cidades

Pela manhã, o governador esteve na Esplanada para conferir de perto os estragos ocasionados. “Entendemos que as pessoas têm direito de manifestar, é legítimo. O que não pode ocorrer é o que assistimos. Um determinado grupo com a intenção de causar destruição”, disse. Rollemberg relatou que ainda não foram feitos cálculos dos prejuízos causados. “O protesto chegou num nível de radicalização máxima, a depredação do patrimônio público é inadmissível”, declarou.

A Polícia Civil realizou a perícia de veículos e prédios, com exceção daqueles que pertencem à União. Nesses casos, o procedimento é de responsabilidade da Polícia Federal. As duas corporações seguem agora para análise de imagens de circuitos de segurança para identificar os autores dos atos. Na visão da Secretária de Segurança do DF, Márcia Alencar, não houve falha no plano de segurança.  “Tivemos quatro reuniões com grupos de manifestantes anterior aos protestos de ontem. Fica claro que quem causou a depredação não participou desses encontros e veio com a total intenção de causar desordem”, amenizou. Cerca de 1mil policiais estavam escalados para garantir a segurança.

Cenário

Quem passou pela Esplanada do Ministério nesta quarta-feira (30/11) conferiu de perto um cenário de pós-guerra. Monumentos públicos depredados, placas de sinalizações e turísticas arrancadas, além de iluminações, paradas de ônibus e lixeiras quebradas. O maior estrago ocorreu no Ministério da Educação (MEC). Por lá,  funcionários terceirizados trabalharam durante a toda a manhã na Limpeza da fachada do prédio, destruída durante o ato. As vidraças foram quebradas. No hall de entrada principal monitores de computadores,  televisores,  caixas eletrônicos e até elevadores foram danificados.

O Ministro Mendonça Filho declarou que, o protesto passou dos limites. “Todo mundo tem direito de protestar mas é claro que dentro dos limites. O protesto atender princípios que preservam a integridade física das pessoas, o direito de ir e vir, e principalmente da preservação do patrimônio público que foi totalmente destruído”, lamentou.

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade