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Morre, aos 94 anos, a bailarina Asta-Rose Alcaide

Vítima de um Acidente Cerebral Vascular (AVC), há uma semana, ela estava internada no Hospital de Santa Maria e em coma.

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postado em 30/11/2016 21:22 / atualizado em 30/11/2016 22:33

LUIS TAJES/CB/D.A Press

Ícone da cultura na capital federal, a bailarina Asta-Rose Alcaide morreu nesta quarta-feira (30/11), aos 94 anos. Vítima de um Acidente Cerebral Vascular (AVC), há uma semana, ela estava internada no Hospital de Santa Maria e em coma.  velório da Asta será amanhã a partir das 14h00 no campo da esperança. O corpo será cremado na sexta feira pela manhã em Valparaíso.


Asta-Rose começou a estudar balé quando criança. Dizia ter “mania de dança”. Estudou em Joinville, cidade onde nasceu, e depois mudou-se para São Paulo. Lá, começou a levar a sério a dança e foi admitida no Teatro Municipal. Foi uma das primeiras bailarinas do estado. 

Em entrevista ao Correio, no ano passado, falou sobre a longevidade e sobre os bons anos que viveu. "Nunca esperei viver até os 90 anos", disse. No mesmo ano, foi homenageada pelo 2º Festival de Ópera de Brasília. “É um reconhecimento muito bonito, mas não acho necessário. Não me acho extraordinária pelo que fiz. Fui a pessoa que veio no momento certo com o conhecimento certo. Eu penso assim. E enquanto tiver saúde, vou trabalhando. Acho ótimo", contou. 

Morou em Lisboa, com o marido, por mais de 20 anos. Com a morte dele, na década de 1970, Asta Rose voltou para o Brasil e se fixou em Brasília. Aqui, além de dar expediente na embaixada dos Estados Unidos, passou a colaborar, voluntariamente, com a Secretaria de Cultura, na área da música erudita. Em 1977, fundou a Associação Ópera-Brasília e, ao longo dos anos, montou 18 espetáculos em Brasília.

 

Depois de se aposentar na embaixada, foi contratada pela Fundação Cultural. Exerceu, entre outras, a função de diretora da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. Ao lado do maestro Sílvio Barbato e de Luisa Dornas, então diretora do orgão, começou a fazer o que mais gostava, a montagem de óperas — entre as quais Porgy and bess, de George Gershwin, que contou no coro com as cantoras Cássia Eller, Zélia Duncan e Jannette Dornellas, em início de carreira.

 

Aposentada, também, pela Secretaria de Cultura, Asta Rose, que recebeu várias e importantes condecorações por sua atuação na área da cultura, possuía o título de cidadã honorária de Brasília.

 

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