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Correio Braziliense

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Estudantes protestam contra o aumento das passagens de ônibus na rodoviária

Policias militares que fazem a segurança do local revistam as mochilas dos manifestantes

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postado em 10/01/2017 17:30 / atualizado em 10/01/2017 20:02

Luiz Nova/Esp CB/DA Press
 

 

Cerca de 150 manifestantes protestaram, no início da noite desta terça-feira (10/01), na Rodoviária do Plano Piloto, contra o aumento do preço das passagens do transporte público do Distrito Federal. Esse foi o segundo ato do dia. Durante a manhã, outro grupo queimou pneus na Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) em protesto contra as novas tarifas e interditou a via. O próximo ato está marcado para a próxima quinta-feira (12/01), às 14h, em frente à Câmara Legistlativa do Distrito Federal (CLDF).

 

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Com faixas, os manifestantes cantaram "Mãos para o alto, cinco conto é um assalto" e "Meu dinheiro não é capim, eu pulo a catraca, sim", hinos tradicionais dos dois últimos protestos contra o aumento, anunciado no último dia 2 de janeiro. Eles ocuparam as escadas entre um andar e outro do local e pedem apoio da população.

 

Luiz Nova/Esp CB/DA Press
 

 

Os policiais militares que fizeram a segurança na rodoviária revistando as mochilas dos estudantes, que, em maioria, fazem parte de grupos como o Movimento Passe Livre e Juntos e Vamos à Luta. Para evitar que os manifestantes fossem às ruas, a cavalaria da PM fez um cordão de isolamento, com a ajuda de outros soldados, na plataforma inferior da rodoviária.

 

Um vendedor ambulante chegou a se revoltar com um grupo de manifestantes que estava indo em direção a sua banca. A mesa com os produtos foi quebrada, espalhando todo o material pelo chão. A PM interveio e os próprios estudantes ajudaram o homem.

 

O universitário Igor Freitas, 21 anos, não é membro de nenhum grupo social, mas participou de todas as manifestações na rodoviária contra o aumento do preço das passagens. "A população toda reclama em casa, mas ninguém quer vir para a rua. Não vamos conseguir melhorias reclamando na internet, então me sentiria inútil não vindo protestar", explica.

 

Mesmo com os protestos, o estudante acredita que o governador não vá ceder. "Precisamos de outros meios, ele já deixou claro que não quer abaixar (o preço da passagem). Vamos ter que apelar para outros políticos nos ajudarem", relata.

 

Luiz Nova/Esp CB/DA Press

Indignação com nova taxa 

A aluna Ana Barbosa, 16, participa do grupo Juntos há três anos e foi a todos os atos em busca da derrubada da nova tarifa do transporte público. "Se o presente é de luta, o futuro nos pertence. Sou jovem, sou de uma família trabalhadora e sei que esse aumento não é justo, ainda mais em um momento de crise e de cortes trabalhistas. Nenhum patrão vai querer pagar R$ 10 de passagem para um funcionário, não podemos aceitar isso", afirmou.

Estudante de ciência política da Universidade de Brasília (UnB), Marta Soares, 23, disse ter se sentido ofendida com a hipótese de trocar o aumento na passagem por cortes no Passe Livre Estudantil (PLE). "Já somos um povo com pouca oportunidade de ingressar em universidades públicas, aí querem trazer mais um gasto àqueles que têm de pagar mensalidades absurdas? O PLE é uma lei que lutamos para conseguir. Não vamos perdê-la", relatou.

 

Apesar da manifestação, ainda não houve mudança nos itinerários dos ônibus que saem da rodoviária. Brasilienses embarcam e desembarcam normalmente.

*Estagiário sob a supervisão de Mariana Niederauer

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rodrigo
rodrigo - 11 de Janeiro às 07:07
Roubo sou eu ter que trabalhar pra pagar imposto pra estudante andar de graça no metrô, no onibus. Eu me sinto roubado qndo um estudante saudável com família que pode pagar a mesma passagem quer usar transporte de graça. Essas isenções são um roubo, um assalto aos contribuintes . Eu estou literalmente trabalhando pra pagar impostos p estudante andar de graça em ônibus. O país miserável o Brasil.