Bloco de metaleiros se prepara para agitar o carnaval de Brasília

Quem disse que carnaval é feito só de samba, frevo, marchinhas e outros ritmos típicos da época? Um grupo de amigos leva, pelo oitavo ano consecutivo, o rock`n`roll para a festa brasiliense. O Populares em Pânico espera reunir 1,5 mil foliões

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postado em 21/01/2017 06:30 / atualizado em 03/02/2017 13:15

 Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press


O que o carnaval de rua da capital federal tem a ver com bandas de rock clássicas como Deep Purple, Black Sabbath ou Led Zeppelin? A resposta causa espanto naqueles que não conhecem canções como Smoke on the water, da primeira banda, Paranoid, da segunda, ou Stairway to heaven, da terceira. E surpreende os que ainda não captaram o espírito rebelde brasiliense, que trouxe à tona talentos como Renato Russo e Hebert Vianna. A palavra é: tradição. Pelo oitavo ano consecutivo, religiosamente, o bloco Populares em Pânico faz as ruas da Asa Norte tremerem sob o som do metal e do hard rock. Agrada a curiosos e fãs do estilo, justamente durante as festividades de Momo, tão propícias a sambas, frevos, marchinhas e outros ritmos populares.

A ideia começou em 2010, quando o músico e professor da Secretaria de Educação do DF Leonardo Krieger, mais conhecido como Leo Krieger, decidiu que sairia com os amigos para comemorar o carnaval brasiliense sob o ritmo das bandas prediletas do grupo. A receita: uma bateria de carro, um aparelho de som, uma porta, quatro rodas, pendrive com uma seleção pesada, isopor, cerveja, camisas com a imagem do Batman sem cabeça, 15 pessoas e um trajeto pré-definido — da 304 à 310 Norte. A diversão estava garantida. “Esse era o bloco. Tínhamos cerveja, mas só pra gente”, recorda Krieger. Qual não foi a surpresa dos organizadores quando moradores das quadras começaram a gritar das janelas, descer dos blocos, cruzar os pilotis e acompanhar a agremiação.

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A história, porém, começou um pouco mais cedo. “Duas semanas antes, para ser mais preciso. Estávamos em um churrasco, sem nada para fazer quando chegasse o carnaval, e uma amiga disse que faria camisetas para sair pela rua em um bloco pessoal. Decidimos fazer algo parecido. Fizemos as camisetas, peguei a bateria do meu carro e ligamos em um som portátil. No segundo ano, procuramos a ajuda de Thiago Freitas, o Homem da Marreta, e a coisa pareceu gigantesca. Tínhamos até um carro de som”, conta. Para Leo Krieger, o Populares em Pânico tem responsabilidade histórica. “Fazemos isso pelo rock’n’roll, que fica sem espaço nesta época do ano. Temos boas bandas na região, que só conseguem reconhecimento quando saem”, explica.

Para a edição de 2017, Leo Krieger e os amigos contrataram um trio elétrico e estão montando um grupo composto por músicos de diversas bandas de rock da capital. Para bancar o evento, eles abrem a carteira e também contam com alguns apoiadores e a arrecadação da venda de kits com camiseta e copo. Com uma clara referência ao monstro da ficção científica Alien, criado pelo cineasta Ridley Scott e Dan O’Bannon, o tema do Populares em Pânico, neste carnaval, será O oitavo metaleiro. Em vez do trajeto tradicional, no entanto, eles ficarão parados no gramado da 310/311 Norte, com uma estrutura digna de velhos roqueiros, com música selecionada, espaço para cantar, bater cabeça e, também, para cuidar dos filhos, que se divertirão com brinquedos infláveis. “Estamos resgatando o orgulho de ser roqueiro em Brasília”, garante.

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