Com 56 anos, Brasília tem blocos que passam geração para geração

Ano após ano, eles ajudam a consolidar o carnaval da cidade, com um perfil que vai do tradicional ao alternativo

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postado em 28/01/2017 07:00 / atualizado em 03/02/2017 13:16

	Antonio Cunha/CB/D.A Press


Apesar da pouca idade, Brasília tem blocos de carnaval que atravessam gerações. São décadas de luta para conseguir colocar os brincantes na rua. Hoje, a cidade se destaca por oferecer opções de folia para todos os gostos — do brega ao frevo, do rock ao samba, tudo misturado nas largas avenidas da capital. E não há nem tempo ruim que atrapalhe o festejo.

A chuva, que costuma aparecer no pré-carnaval do Suvaco da Asa, nunca impediu que o bloco deixasse de trazer alegria e muita música para os foliões. De acordo com um dos diretores do bloco, Pablo Feitosa, 43 anos, a expectativa para este ano é que de 80 mil a 100 mil pessoas se encontrem em frente à Funarte, no sábado, 11 de fevereiro — duas semanas antes do feriado. “Nós esperamos o ano inteiro por essa data”, afirma.

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Em 2017, uma novidade: o bloco vai fazer uma homenagem em seu 12º desfile, mas o tema ainda é surpresa para o público. Além disso, a orquestra popular Marafreboi, o grupo Patubatê e a banda Maria Vai Casoutras são algumas das atrações musicais que farão o frevo rolar no gramado do Eixo Monumental. E Pablo Feitosa convoca todos os foliões a levarem muita alegria para a rua. “Vá sempre com amor no coração, sem preconceitos, fantasiado e com muita energia para pular e dançar”, diz. Para o organizador, o carnaval em Brasília tem crescido muito, e com boa qualidade, tanto de música quanto de organização. “O Suvaco era o único bloco de pré-carnaval, mas agora há muitos na rua. E isso alegra muito quem faz carnaval.”



Romildo de Carvalho Júnior concorda. Há 25 anos, ele e a família não puderam sair de Brasília para curtir o carnaval no famoso bloco Galo da Madrugada, no Recife. Resolveram, então, trazer o frevo pernambucano para a capital do Brasil. O que começou com 102 pessoas frevando ao som de Alceu Valença se transformou no tradicional Galinho de Brasília. Este ano, a estimativa é que 100 mil pessoas acompanhem o trio no Setor de Autarquias Sul, em 25 e 27 de fevereiro, sábado e segunda de carnaval. “Não é como no primeiro ano, quando a gente gravou umas quatro fitas do Alceu Valença, foi para a rua e fez o carnaval. Hoje, temos uma orquestra de frevo”, conta Romildo.

Para a família dele, a data é especial. São três gerações que passaram pelas preparações do bloco. Eles começaram como um grupo de amigos e agora criam filhos e netos dentro do trio. E é por esse apego que eles ainda lutam fielmente para continuar a colocar o bloco na rua. Neste carnaval, recebem ajuda de todos aqueles que podem contribuir com qualquer quantia. “Aumenta o público e fica cada vez mais difícil sair”, conta Sérgio Brasiel, também um dos fundadores.

Além disso, segundo Miriam Brasiel, pioneira do Galinho, a ideia é que eles consigam apoio suficiente para viabilizar o bloco Pintinho de Brasília, das 12h às 15h, voltado para o público infantil. A proposta surgiu justamente da necessidade de valorizar as crianças, que costumam comparecer à festa em peso. “A gente pensou que já é o momento de criar algo específico para a garotada”, explica Miriam.

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