Blocos animaram o carnaval de rua em Brasília; folia continua nesta semana

Blocos animaram os brasilienses e até estrangeiros em vários locais. Confira a programação de blocos para esta semana

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postado em 20/02/2017 07:43 / atualizado em 20/02/2017 16:18

 Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

Seis blocos tomaram as ruas da capital ontem. A festa começou durante a manhã e só terminou à noite. Nem as variações do clima — calor forte à tarde e risco de chuva no fim do dia — desanimaram os foliões. Muita gente investiu em adereços.

Por volta das 14h, já era possível escutar os primeiros testes de som do bloco Encosta que Cresce. A agremiação se concentrou no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson e atraiu uma multidão. Já o Cafuçu do Cerrado ocupou o Setor Bancário Norte. A grande novidade foi a orquestra própria, que tocou em cima de um trio elétrico. “Optamos por um repertório bem especial. Tentamos alegrar a todos”, ressaltou Lucas Formiga, um dos organizadores do Cafuçu. Em seu quinto desfile, a turma homenageou o cantor Wando, morto em 2012.

O carnaval contagiou até quem não é do país da folia. Os portugueses Raquel Agra, 37 anos, e o marido, Paulo Silva, 47, se divertiram em blocos durante o fim de semana. Ela, bióloga, ele, engenheiro civil, elegeram o Samba do Peleja, no sábado, o mais legal. Ontem, no Cafuçu, com eles, estavam uma amiga de infância de Paulo, a professora Paula Bastos, 48, e suas filhas gêmeas, Marta e Catarina, 10. O casal está no Brasil há 5 anos.
 
 
Ao contrário do que muitos pensam, em Portugal também tem carnaval, mas Raquel, que vem de Estarreja, gosta muito mais da festa brasileira. “No Brasil, é mais espontâneo”, destacou. “Além disso, lá faz 10ºC nesta época”, completou. Já Paula é de Aveiro e as filhas, de Belém. Em Brasília há 2 anos, já morou em São Paulo e no Rio de Janeiro e não acha que Brasília deixe a desejar. “É maravilhoso dançar nos blocos de rua.”

O bloco Cabeça do Pimpolho, na 408 Norte, reuniu pouca gente, mas o público não desanimou. Os servidores públicos Tatiana Gonçalves, 42 anos, e Robson Pereira de Almeida, 47, levaram a filha, Catarina, 5, e a amiga Isabella, 7, para a folia. “Quando o bloco está vazio, é mais tranquilo para as crianças”, avaliou Tatiana. “Sempre tentamos vir cedo, o que garante mais conforto”, destacou Robson, morador do Guará. A festa foi embalada por pagodes dos anos 1990.

Na Praça dos Prazeres, o bloco Falta Pouco reuniu cerca de 100 pessoas. A professora Ariane Angélica Silva, 50 anos, aproveitou a tranquilidade para levar o cão Van Gogh. “Passei em vários blocos e esse foi o melhor. Aqui, reuniu um público mais consciente e politizado. Até a música é melhor. Temos um outro contexto de carnaval. Aqui, temos uma festa mais inclusiva”, ressaltou. A servidora pública Luciana Rangel, 40, concordou. Este é o primeiro carnaval que a filha dela, Maria Fernanda, 9, passa em Brasília. “Ela sempre ia para o Rio de Janeiro e está amando ficar aqui.”


Programe-se

Confira as festas de pré-carnaval que agitam Brasília nesta semana

Hoje

Me engole que eu sou jiló
Praça dos Prazeres (201 Norte)
19h às 2h

Quinta-feira

Bora pra Cuba
Praça dos Prazeres (201 Norte)
Das 17h às 2h

Bora Coisar
Praça dos Prazeres (201 Norte)
Das 21h às 2h

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