Cidades ao redor de Brasília entram na maratona carnavalesca

De hoje a terça-feira, as cidades da região Metropolitana também brincam o carnaval com os blocos voltados para crianças e famílias e com temas sociais. No total, são 46. Mas alguns chamam a atenção pelo enredo conscientizador presente na periferia

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postado em 25/02/2017 07:15 / atualizado em 25/02/2017 01:12

Minervino Junior/CB/D.A Press


O Distrito Federal não é só Brasília. E o carnaval não está somente no Plano Piloto. As outras cidades do quadradinho também estão animadas para os próximos dias de festa. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), cerca de 120 mil pessoas passarão pelas ruas de Ceilândia, Recanto das Emas e Areal, entre outras localidades. Mas o tema da folia é o mesmo em todos os pontos: a diversidade, com uma atenção especial para a criançada.



É o caso do tradicional bloco Mamãe Taguá, que fará uma parceria com o CarnaKids, voltado para o público infantil. O resultado da união dos dois grupos poderá ser visto hoje, às 14h, na área infantil do TaguaParque, no Pistão Sul. Na programação, haverá pintura de rosto, corridas de saco, karaoquê e outras brincadeiras. Segundo o presidente do grupo Mamãe Taguá, Samuel Santos, o objetivo é trazer um momento de lazer diferenciado do dia a dia. “Atualmente, a diversão das crianças é dentro de casa e elas quase não interagem”, informa. “E há todo um cuidado com a segurança. Não venderemos bebidas alcoólicas dentro do bloco. Mas quem quiser levar seu isopor é bem-vindo”, afirma Adriana Cordeiro, do CarnaKids.

Também voltado para a família, a terceira edição do bloco Lordes do Areal está marcada para a praça da QS 6, a partir de 15h. O enredo é “Luz, câmera, ação social — o Lordes brinca no carnaval”, mostrando o trabalho social feito pela trupe. “Trabalhamos na área (carnavalesca) visando essa parte social, muito comum no Rio de Janeiro. No ano passado, iniciamos as oficinas, que são permanentes. Tivemos aulas de bateria, mestre-sala, porta-bandeira e passista”, explica a presidente do grupo, Zulmira Inês. “A nossa proposta é um carnaval familiar, com a primeira parte voltada a crianças, idosos e deficientes. Às 17h, tem início a folia que visa os jovens e os adultos”, complementa. A festa termina às 21h.

Já em Ceilândia, Igor Gabriel Lopes se prepara para a folia perto de casa, no bloco Meninos de Ceilândia, que está na 22ª edição. Para ele, os eventos estimulam o cenário cultural na cidade. “Acho que os blocos fortalecem a cultura daqui e trazem as pessoas para as ruas, sem medo. Ainda mais em uma cidade violenta como Ceilândia”, diz. Este ano, Aylton Velez, membro-fundador da Associação Cultural Bloco Meninos de Ceilândia, levará o bloco para a rua amanhã e na terça-feira. “Apesar do pouco dinheiro, faremos a festa. As pessoas nos cobraram, então, está tudo montado para cairmos na folia”, convida.

Carlos Vieira/CB/D.A Press


Também com um sentido conscientizador, a comunidade do Recanto das Emas se mobilizou para participar do carnaval sem sair da cidade. O bloquinho Coco da Ema é estreante e vem com um nome em homenagem às mulheres que dançam coco na cidade — ritmo da tradição nordestina, com origem indígena e negra. A folia promete animar a segunda-feira, a partir das 16h30, no espaço Ogum. Um dos idealizadores do grupo, Silvio Rachel, 39 anos, afirma que a festa tem tudo para ser um sucesso. “Como só havia blocos no Plano Piloto, pensamos em fazer algo que coubesse aos moradores do Recanto”.

* Estagiária sob a supervisão de Leonardo Meireles




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