Apesar da chuva, foliões se divertem no Babydoll de Nylon no Cruzeiro

Na programação da festa, está o criador do hit "O babydoll de nylon combina com você", Robertinho do Recife

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postado em 25/02/2017 15:38 / atualizado em 25/02/2017 16:40

 
O Babydoll de Nylon combina tanto com tempo ensolarado quanto chuvoso. Poucos minutos antes do horário marcado para começar o bloquinho, às 13h, a chuva resolveu tomar conta da cidade. Mesmo assim, os foliões brasilienses não desistiram de vestir as fantasias e se jogar na Praça do Cruzeiro, neste sábado (25/2). Antes das 14h, grupos já cantavam, à capela, o hit do bloquinho: “O babydoll de nylon combina com você”. 
 
 
Para as irmãs Esther Freire, 39 anos, e Patrícia Freire, 40, a chuva só mudou o endereço do início da festa. Como fazem todos os anos, desde crianças, as brasilienses chegaram juntas por volta de 13h30, na esperança de a chuva acabar logo. "Enquanto não passava, a gente começou a se divertir no carro, mesmo", conta Esther. Com perucas coloridas e isoporzinho cheio de cerveja, logo cederam ao bloquinho. "Não tem como ficar sem curtir, com chuva ou sem. Estamos desde o pré-carnaval e vamos ficar até o pós", garantiu Patrícia.
 


"Com chuva ou não, o importante é ocupar a cidade", disse o servidor público Felipe Lucena, 29. Acompanhado da namorada, Mariana de Souza, 31, e do pai, Jacques Humberto, 59, Felipe não deixa o clima atrapalhar a oportunidade de colocar a fantasia típica, de banana, e ir ao Babydoll de Nylon. "Todo ano a gente se veste assim. Esse carnaval vai ser fantástico, sem chuva ou com chuva, não importa", sentenciou a namorada. 
 
Como nos anos anteriores, de hora em hora, o bloco dará uma volta pelo balão da Praça do Cruzeiro. Mas, neste ano, o hit que embala o desfile será cantado e tocado por Robertinho de Recife, autor do hit do bloco. A expectativa dos organizadores é receber mais de 65 mil pessoas. Além de Robertinho do Recife, o folião terá como som muitas marchinhas, hits da tropicália e da antiga axé-musica. 
 
Para a professora Rose Ávila, 49, a chuva atrapalhou, mas não comprometeu o compromisso de todos os anos com o marido, Roberto Santos, 50. "A gente sempre vem, porque é o bloquinho mais animado da cidade", conta Rose. Para o casal, que começou a namorar em um baile de carnaval em Florianópolis, em 1993, se fantasiar e comemorar a data é um ritual que não pode ser cancelado. "A gente se encontrou no carnaval e, desde então, estamos ficando", conta Roberto, que escolheu a fantasia do casal, de palhaços. No ano passado, vieram de havaianos, por escolha da esposa. "Bom, porque estava quente. A gente intercala", explica Roberto. 
 
Luis Nova/Esp.CB/D.A Press
 
 
Acostumada a aproveitar o carnaval na cidade, a brasiliense Janaína Fernandes, 44, convenceu o namorado Marcelo Ribeiro, 48, a vender doces no bloquinho. "Tomara que as pessoas bebam muito e precisem da nossa glicose", brincou a administradora. Há 10 anos, ela migra de bloquinho em bloquinho na capital, e diz não trocar o carnaval brasiliense pelas folias das cidades mais tradicionais. "Eu adoro o carnaval de Brasília, de verdade. Saindo daqui, vou para o Galinho. Se puder escolher, fico na cidade para curtir", garante. 
 
Casal aproveitou a festa para vender doces e adquirir um dinheiro extra
 

Chuva atrasa blocos 

Nem todos os blocos conseguiram superar a chuva que caiu no início desta tarde. O Vilões da Vila, marcado para às 15h, na Praça Nelson Corso, na Vila Planalto atrasou e organizadores ainda montavam a estrutura com uma hora de atraso. 
 
Na Praça dos Prazeres, na 201 Norte, onde foliões encontrariam o Bloco das Perseguidas, o grupo à frente do bloco admitiu que a festa vai atrasar. Às 16h, no horário marcado para o início, a estrutura do palco ainda era montada.  
 
Confira a programação dos blocos para este sábado:
 
Ed. Arte/CB/D.A Press
 
 
 
 
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