Fantasia de unicórnio: ser mitológico invade a folia de Brasília

Não há dúvidas. A fantasia deste carnaval é unicórnio. Colorida e alegre, ela está nas cabeças, nos rostos e até nos drinques dos foliões

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postado em 28/02/2017 08:00 / atualizado em 28/02/2017 14:44


Brilho, colorido, glitter e mágica são as palavras-chave que definem o unicórnio. Logo, não surpreende que essa seja uma das fantasias preferidas dos foliões nestes dias de festa. O ser mitológico reúne tudo em que eles têm apostado desde o pré-carnaval: cor, brilho e alegria. Tiaras com chifres, pinturas com as cores do arco-íris no rosto, máscaras e tule são alguns dos artifícios que os brincantes usam para incorporar a figura mítica que representa a liberdade de se travestir do que quiser, colocando para fora desejos contidos ao longo do ano.
 
A moda começou bem antes do carnaval e a origem não é bem definida. Muitos acreditam, porém, que o boom está relacionado aos grupos LGBT, que têm, em geral, uma maneira mais divertida de se vestir, sem medo dos exageros. Algumas correntes relacionam o unicórnio ao bissexual. A forma como eram vistos pelos héteros e homossexuais fez com que chamassem a si mesmos de unicórnios, em forma de protesto aos que diziam que eles “não existiam”.
 
Quem foi ao bloquinho Eduardo e Mônica, no SIG, deu de cara com um food truck rosa e amarelo, com unicórnios, nuvens e copinhos desenhados. O Unicórnio Bebidas Fantásticas vendia, como o nome sugere, drinques coloridos, sucos e raspadinhas, com ou sem álcool. Para entrar no clima, as donas do carrinho comercializavam também tiaras com chifre de unicórnio. A ideia veio das irmãs Cynthia, 31, e Priscila Baccile, 38. “A intenção era fazer algo que não fosse um bar, mas que atendesse à família toda”, conta Priscila. Duas amigas também apostaram na venda de tiaras de unicórnio para ganhar um dinheiro extra no Baratona. A estudante em técnica de enfermagem Andreza França, 22, e a pedagoga Renata França, 23, saíram de Samambaia e Taguatinga para vender os adereços, cada um a R$ 20.

Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press

A funcionária pública Thaís Salvador, 30, já tinha observado a moda e aproveitou para comprar uma tiara no Galinho. “Vi um monte de gente usando e achei bonitinho.” Ao chegar no Eduardo e Mônica, logo entrou na fila do carrinho de bebidas coloridas. “Comprei um drinque só porque era de unicórnio e combinava”, admite.

Democrática, a moda dos unicórnios não tem gênero ou idade. Os homens também não escaparam da brincadeira. João Victor Brilhante, 17, achou a fantasia tão divertida e legal que roubou de um amigo. Já Rosaline Fernandes, 56, fez a opção por conta da neta. “Eu vim assim (para o bloquinho) porque minha neta escolheu para mim.” Mamães também sofreram influência dos filhos. “A minha filha ama cor, arco-íris, unicórnios e, agora, virou tendência. A gente não conseguiu achar em lugar nenhum para comprar, então nós mesmas fizemos”, explica Christiane Nepomuceno, 46.
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