Enterro de jovem que morreu em acidente na Asa Norte acontece hoje

Luis Filipe Evangelista de Almeida, 18 anos era passageiro de em um Honda Civic a caminho de festa na Universidade de Brasília. No veículo seguiam mais sete jovens

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 15/04/2017 09:16 / atualizado em 15/04/2017 09:26

CBMDF/Divulgação
 

O caminho para uma festa terminou em tragédia para um grupo de oito jovens entre 18 e 20 anos. Moradores de Vicente Pires, Taguatinga, Águas Claras e Gama, eles saíram de um evento, no Setor Bancário Sul, e queriam estender a diversão na Universidade de Brasília (UNB). Entraram em um Honda Civic, mas não chegaram ao destino pretendido. No trajeto, o motorista perdeu o controle do veículo, bateu no meio-fio, atingiu três placas de sinalização e capotou. Uma pessoa morreu, seis ficaram feridas e uma permanece internada em estado grave. A maioria, segundo policiais militares que atenderam a ocorrência, estava sem cinto de segurança e duas passageiras seguiam no porta-malas do carro.



O acidente aconteceu por volta da 0h de ontem, na 601 Norte, em frente ao acesso ao Setor de Embaixadas. Além de danificar placas, o veículo arrancou um paralelepípedo da calçada. A suspensão dianteira direita do Civic foi lançada a cerca de 2m, no gramado, assim como partes do para-choque e pedaços das lanternas. Com o impacto, Luis Filipe Evangelista de Almeida, 18 anos, que estava no banco traseiro, foi arremessado para fora do veículo. Ele morreu antes da chegada do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O velório do jovem acontece hoje, às 10h30, no Cemitério do Gama.

 

Rodrigo Genésio Marques Barroso, 19, que também estava atrás do carro, foi socorrido ao Hospital de Base com traumatismo craniano grave e permanece internado. O Correio esteve ontem na casa de Rodrigo. “Ninguém imagina o nosso sofrimento. Estamos em casa, esperando uma boa notícia”, contou um familiar. Além deles, estavam no Civic o motorista, Marcos Henrique Nunes da Silva, 20 anos, que nada sofreu; o passageiro do banco da frente, Victor Maia de Mendonça, 19; Ianca Rios e Rogério Alves, que também seguiam na parte traseira e só tiveram ferimentos leves; e as amigas Ana Beatriz da Silva Pereira, 18, e Maria Karolina Vieira de Lacerda, 19, então acomodadas no porta-malas. Todos receberam alta médica.

A mãe de Ana Beatriz, Maria Auxiliadora da Silva, disse que a filha não tinha condições de falar. “Acho que a família de ninguém está. Não sabemos o que aconteceu”, lamentou. O pai de Maria Karolina levou ontem a filha para fazer uma tomografia. “Ela está muito abalada. É amiga da namorada de Luis Filipe. Temos de enfrentar a realidade e agradecer a Deus por ter mais um momento com nossa filha e seguir em frente”, disse José Rodrigues de Lacerda.

A reportagem esteve na residência de Victor, que não quis comentar o acidente, e na de Marcos Henrique. A mãe do jovem, Vanilda Nunes de Jesus, contou que o rapaz chora a todo momento. Ainda segundo Vanilda, ele chegou a dizer que, antes de sair de casa, teve um mau pressentimento. “Ele disse que o coração estava pedindo para ficar em casa”, revelou. “Quando saiu do carro, estava preocupado com os amigos, se estavam todos bem. Ele está arrasado, muito preocupado com o Rodrigo, amigo há muito tempo. O grupo era de amigos, o único que não era conhecido foi o que morreu. É uma coisa que a gente acha que nunca vai acontecer com a gente”, lamentou. O Correio não conseguiu contato com os familiares de Luis Filipe.

Estrondo

O agente patrimonial Moisés Ferreira foi quem chamou o socorro. Estava de serviço na madrugada quando escutou a batida. Ao se aproximar, viu as vítimas no gramado. “Primeiro, a gente ouviu uma freada brusca e, em seguida, o barulho das placas sendo atingidas. Foi um estrondo muito forte. Eu saí para ver o que tinha acontecido, o carro estava capotado e as pessoas ao redor, feridas”, contou. “Pelo jeito, o veículo estava em alta velocidade.”

Em depoimento na 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), o motorista alegou que sofreu uma fechada. Marcos Henrique acrescentou que o grupo decidiu seguir para a UnB depois de não conseguir entrar na festa do Setor Bancário Sul. Com o carro do pai, ele não havia ingerido bebida alcoólica. O teste de alcoolemia confirmou que ele não tinha bebido.

O estudante alegou à polícia que dirigia a 60km/h, até porque havia duas meninas no porta-malas — ele garantiu que insistiu para que elas não seguissem dessa forma no veículo. Marcos Henrique alegou, ainda, que foi fechado antes da capotagem. No entanto, para um dos policiais que atendeu a ocorrência, sargento Orlando Silva, o condutor estava rápido. Apesar de só o laudo pericial comprovar a tese, o militar do 1º Batalhão de Trânsito da PM destacou que um dos peritos comentou informalmente a possibilidade de alta velocidade. “O carro estava na faixa da esquerda e, pela posição da frenagem, até o técnico da Polícia Civil disse que acredita não ter tido um segundo veículo. Mas são informações preliminares”, explicou.

Segundo o sargento, só o motorista e o passageiro da frente usavam cinto de segurança. Apesar de o condutor não estar bêbado, o policial reforçou que os demais ocupantes do veículo apresentavam sinais de embriaguez.

A vítima

Reprodução
Luis Filipe Evangelista de Almeida
» Tinha 18 anos
» Namorava Ana Beatriz da Silva Pereira, também 18 anos
» Morava no Setor Sul do Gama com os pais
 

 

Colaborou Renata Rios

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
João
João - 15 de Abril às 10:02
Lamentável essa tragédia! Que Deus conforte os amigos e familiares do jovem falecido e que as demais vítimas se recuperem totalmente. Mas essa do motorista dizer que só estava a 60 km/h??? Então, 60 km/h deve ser a velocidade mais perigosa que existe, pois quase todos os condutores que se envolvem em acidente dizem: "eu só estava a 60 km/h".