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Correio Braziliense

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Defesa pedirá internação psiquiátrica de mãe que jogou bebê no Lago Paranoá

Elisângela Cruz está presa em uma cela separada de outras detentas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia, desde a última quinta-feira

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postado em 15/04/2017 10:35

 

 

A defesa de Elisângela Cruz, a mãe de 36 anos que jogou o bebê de 5 meses no Lago Paranoá há cerca de uma semana, vai apelar para um pedido de internação psiquiátrica. Para isso, o advogado dela, Onildo Gomes, aguarda o laudo da psicóloga da Polícia Civil que acompanhou o depoimento da mulher. Ela está presa em uma cela separada de outras detentas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia, desde a última quinta-feira. “Há dias, tento entrar com o pedido de transferência, mas o Código Penal estabelece prazo de 45 dias para a liberação do laudo, o que eu considero exagerado. O estado dela é frágil e não acredito que tenha sido causado pela fatalidade. Ela estava mal antes, mas os familiares não imaginaram a gravidade”, afirma o defensor.

 

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Elisângela andava infeliz e, depois de desaparecer, chegou a enviar uma mensagem aos parentes dizendo que estava “partindo para uma viagem sem volta” e pediu perdão. Eles temeram que ela se suicidasse. Segundo os vizinhos, ela sempre foi uma mulher pacata, de poucas palavras e tranquila. Elisângela mora em uma sobreloja, ao lado de uma barbearia, na área comercial de Santa Maria, com o ex-marido Iturialdi da Silva, os ex-sogros e mais dois filhos: um menino, de 4 anos, e uma menina, de 11.

Quando foi encontrada pelo editor de vídeo Ferdinand André Sousa da Silva, 40, em cima de uma árvore, em um terreno da QL 26 do Lago Sul, ele relatou que “ela não falava coisa com coisa”. O Corpo de Bombeiros foi resgatá-la porque dava sinais de desorientação e soube informar apenas o primeiro nome. Não sabia quem era a mãe dela nem que tinha filhos. Em seguida, Elisângela foi levada para a 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), onde prestou depoimento por três horas. O delegado-chefe da unidade, Plácido Rocha, achou melhor interrogá-la na presença de uma psicóloga da Polícia Civil. Ela confessou o crime e disse que jogou o bebê da Ponte JK.


Desaparecimento

Em 7 de abril, por volta das 12h, Elisângela saiu de casa, em Santa Maria, com dois dos três filhos: o bebê de 5 meses, Miguel, e Pedro (nome fictício), 4 anos. Na tarde do dia seguinte, sem notícias da mulher e das crianças, familiares registraram ocorrência na 33ª DP (Santa Maria). Vinte e cinco horas depois da última vez em que Elisângela foi vista, Pedro apareceu perto de casa, sozinho. Não soube dizer o que aconteceu nem onde esteve. Contou apenas que a mãe o havia deixado lá.

No fim da tarde de domingo, Miguel foi encontrado morto no Lago Paranoá. O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) pelos bombeiros. O laudo sobre a causa da morte deve ficar pronto em até 30 dias, mas a polícia adiantou que não havia sinais de ferimentos no corpo do bebê. Na segunda-feira, três dias após o desaparecimento de Elisângela, a família procurou o IML e reconheceu a criança. A tristeza pela morte de Miguel se somou à apreensão sobre o paradeiro de Elisângela, encontrada na quarta-feira. As investigações são feitas sob sigilo pela 10ª DP.
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