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Correio Braziliense

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"Tenho medo que ele volte para terminar o que começou", diz mulher agredida

Depois de registrar ocorrência, Eslândia Rodrigues diz que não dorme em paz desde terça-feira; Ao Correio , o suspeito da agressão disse que se apresentará à polícia na segunda-feira

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postado em 15/04/2017 14:52 / atualizado em 15/04/2017 16:02

Arquivo pessoal
 

"Tenho medo que ele volte para terminar o que começou". A frase e o sentimento de insegurança pertencem a Eslândia Rodrigues, 26 anos. Ela afirma ter sido agredida e trancafiada dentro casa pelo ex-namorado, Vinícius Fernando Silva Camargo, 27 anos, na última terça-feira (11/3). O caso aconteceu em Planaltina, cidade do DF distante 43km do Plano Piloto. A 31ª Delegacia de Polícia investiga o caso, mas, até a publicação desta reportagem, não constava um mandado de prisão contra Vinícius.
 
 
Eslândia registrou um Boletim de Ocorrência no mesmo dia da agressão. Ao Correio, Vinícius contou que se apresentará à polícia na próxima segunda-feira (17/4) para relatar "a sua versão da história". Ele alega que os fatos narrados pela vítima foram "aumentados".

De acordo com a vítima, a agressão teria começado após uma discussão simples. "Eu pedi para ele parar de gritar e de me maltratar. Então ele encostou o nariz no meu e falou bem alto que não estava gritando", lembra. Na sequência, Vinícius teria aproveitado o momento em que ela virou de costas para lhe dar um "murro no pescoço, um chute na cara e um mata-leão", que a deixou desacordada. Quando recobrou a consciência, depois de alguns segundos, Eslândia disse ter percebido que estava sendo arrastada pelos cabelos até um quarto, onde as agressões continuaram.
 
 
 
"Ele bateu minha cabeça contra a parede várias vezes e depois me deu mais um mata-leão. Quando ele achou que eu tinha morrido, pegou algumas coisas dele, incluindo a arma [segundo a vítima, Vinícius é agente penitenciário e atualmente está lotado na Papuda] e o meu celular, me trancou no quarto e foi embora", relata. O casal começou a namorar há seis meses e morava junto há três. Ainda conforme Eslândia, seu irmão de oito anos teria presenciado todo o episódio, que não foi o primeiro em que o suspeito demonstrou ser violento: “Durante uma outra discussão, ele já havia dado um murro no guarda-roupas. Eu perguntei ‘o próximo murro vai ser onde? Na minha cara?’”.
 

O resgate

Ao acordar do segundo desmaio, Eslândia percebeu que estava trancada e começou a pedir socorro. O segurança de uma ótica vizinha à casa pediu auxílio a duas viaturas policiais que passavam pelo local. Consta na ocorrência que "a Polícia Militar teve de arrombar a grade de entrada do apartamento, bem como a porta do quarto onde a vítima estava trancada para prestar o socorro devido". Na residência, os PMs teriam encontrado a mulher sentada na janela e com lesões no rosto e no pescoço.
 
Arquivo pessoal
 

Eslândia foi, então, levada para o Hospital Regional de Planaltina (HRP), onde recebeu os primeiros atendimentos de urgência. Em seguida, foi encaminhada para o Hospital de Base do DF (HBDF), para a realização de uma cirurgia no nariz. Por esse motivo, a vítima não foi levada para a delegacia para prestar depoimento. A ocorrência de ameaça, lesão corporal e Lei Maria da Penha foi comunicada por um 3º Sargento da PM que ajudou a socorrer a mulher.
 
Eslândia diz que denunciará o ex-namorado por tentativa de homicídio. "Ele só foi embora porque achou que tinha me matado. Só queria que a Justiça decretasse logo a prisão dele para eu tentar dormir em paz. Estou sofrendo muito com o trauma. Tenho que dormir com a minha mãe e a porta do quarto trancada. Estou com muito medo", finaliza.

"Versão aumentada"

Por telefone, Vinícius afirmou que irá se apresentar à polícia na próxima segunda-feira (17/4) para apresentar sua versão dos fatos. Ele não quis adiantar, contudo, o que falaria na delegacia. Disse apenas que “todo fato tem duas versões” e que o relato de Eslândia foi “aumentado”.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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cleison
cleison - 16 de Abril às 11:42
E agente penitenciário tem porte de armas? Qual será a versão dele? Que ela bateu com o rosto na mão dele? Seis meses de namoro e foram morar juntos? Perguntas que não querem calar.
 
Vaneide
Vaneide - 16 de Abril às 11:03
Cadeia no espancador e que seja aplicada a Lei Maria da Penha.
 
Vaneide
Vaneide - 15 de Abril às 22:55
Porque ela mentiria?
 
Vaneide
Vaneide - 15 de Abril às 22:54
Cadeia nele urgente.