SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Moradores da Asa Sul reclamam de construção de novo prédio comercial

Eles reclamam que o tapume instalado ao redor da obra dificulta a circulação de pedestres. Edifício deve ficar pronto em um ano

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 17/04/2017 22:41 / atualizado em 17/04/2017 22:50

Hugo Goncalves/Esp. CB/D.A Press

Uma obra na Quadra 207 Sul está causando confusão entre moradores e a construtora responsável. Na semana passada, tapumes foram instalados no fim do perímetro comercial, dificultando a locomoção dos pedestres. Quem passa pelo local reclama que a obra do novo prédio acarretará a retirada de árvores e e a destruição da calçada. Em contrapartida, o proprietário do terreno afirma ter a autorização necessária para dar continuidade à construção.
 

No último fim de semana, pessoas contrárias à obra arrancaram parte do tapume e picharam o restante. Cobranças ao Governo do Distrito Federal e frases de indignação foram pichadas no cercado da construção. Na manhã desta segunda-feira (17/4), os responsáveis pelo novo prédio comercial precisaram chamar a Polícia Militar para retirar moradores que se recusavam a sair do local. No entanto, após conversar com os proprietários, eles concordaram em sair pacificamente.  
 
Moradora da Asa Sul há 15 anos, Roza Bezerra, 62 anos, pratica caminhadas diariamente entre as quadras da região onde vive. Para ela, a nova construção é um absurdo. "Aqui tem ciclovia, calçada e árvores. Eles não podem chegar e destruir. Desse jeito vão acabar com Brasília", reclama. Roza conta que teve uma surpresa ao encontrar os tapumes impedindo a passagem. "Agora temos que dar a volta para chegar ao outro lado sem nem mesmo ter calçada. Vamos recorrer e fazer um abaixo-assinado para interromper a construção", promete.  

 Hugo Goncalves/Esp. CB/D.A Press
 

O diretor da empresa responsável pela obra, Antônio Rezende, esteve no local pela manhã. Ele apresentou aos moradores as permissões para dar continuidade à edificação. "As áreas que estamos ocupando estão todas demarcadas de acordo com a fiscalização. Inicialmente, precisaremos de um perímetro maior para conseguir construir o prédio. Em seguida, desmontaremos o tapume para que os pedestres possam transitar", afirma. A previsão para o término das obras é de um ano.  
 
Rezende ressalta que o proprietário é dono do terreno há cinco anos e que todo procedimento está sendo realizado dentro das normas. "Tivemos um problema com vandalismo, mas já bloqueamos as entradas novamente. Somente as árvores que estão no perímetro privado serão retiradas por órgãos do GDF, as outras serão preservadas. A calçada instalada dentro da área é irregular, mas pretendemos instalar uma nova", relata.  
 
Em nota, a Administração Regional do Plano Piloto informou que a obra na quadra está sendo realizada em uma área privada e destinada à construção de um Restaurante Unidade de Vizinhança (RUV), além de outras atividades de comércio e de prestação de serviço. "O alvará de construção foi aprovado e licenciado pela administração em 2014, sendo válido por oito anos, estando, portanto, dentro do prazo para o início da obra", continua o texto.
 
"Os tapumes também tiveram sua licença aprovada pela administração. Com a proximidade da calçada em relação ao lote particular, foi necessária a instalação dos tapumes sobre a calçada por medida de segurança", completou.
 
* Estagiário sob supervisão de Mariana Niederauer 
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Tolerancia
Tolerancia - 18 de Abril às 12:37
Que BUNITO heim? Construir com ALVARÁ de liberação do Terreno público é muito bacana mesmo. Com certeza o "TERRENO " deve ser de um GRANDÃO que com certeza abasteceu a MÃO de algum CORRUPTO.
 
Pedro
Pedro - 18 de Abril às 10:17
Senhores moradores, estes terrenos no fim das ruas das comerciais 100 e 200 da Asa Sul são legais, são terrenos chamados RUV com escritura e tudo. Se querem protestar, favor vejam o que estão fazendo nos fundos das comerciais da 404, 405, 408, 409 e tantas outras. Estão invadindo além (repito, além) dos 6 metros permitidos nos fundos das lojas. Isto sim é invasão. Isto sim merece atuação da AGEFIS. Protestem, mas antes procurem saber se o terreno tem escritura ou não.
 
José
José - 18 de Abril às 09:29
O povo chato, reclamam do carnaval, reclamam de construção, falam de calçadas, mas a maioria passeia com seus cachorros, e deixam eles defecarem nas calçadas e gramados e não recolhe as vezes, vivem de uma falsa educação.
 
ercilia
ercilia - 18 de Abril às 01:58
Por mim construía mais...e prédios bem altos...acabava com esse mimimi da maioria do povo do plano piloto, além da especulação imobiliária surreal.