SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Defesa tenta transferir mãe que jogou bebê no Lago para clínica particular

Segundo Onildo Gomes, advogado de Elisângela Carvalho, mãe do bebê encontrado morto no Lago Paranoá, sua cliente está em situação muito vulnerável na Colmeia

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 18/04/2017 16:41 / atualizado em 18/04/2017 16:41

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 
A defesa de Elisângela Cruz dos Santos Carvalho, 36 anos, impetrou um pedido de habeas corpus para tentar transferi-la da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, para uma clínica psiquiátrica particular. Elisângela teve a prisão decretada na última quinta-feira (13/4), após confessar que atirou o filho Miguel, de 5 meses, no Lago Paranoá. A criança foi encontrada morta por um banhista.

Segundo o advogado Onildo Gomes, Elisângela passou pela ala de tratamento psiquiátrico da Colmeia, mas depois foi posta em isolamento. "O isolamento é um risco para ela, que está com um grau alto de estresse. Ela estava na ala de tratamento psiquiatrico, mas lá existem outras detentas que souberam do caso, e o convívio se tornou muito difícil", afirma.
 

Laudo psicológico

 
Gomes informou ainda que já conseguiu uma clínica particular para abrigar Elisângela caso o habeas corpus seja concedido pela Justiça. "Estou lutando para tirá-la do presídio. Acredito que o habeas corpus deva sair. O intuito é interná-la em uma clínica particular."

Segundo o advogado, o laudo psicológico elaborado pela Polícia Civil não deve sair, pois a profissional que acompanhou o depoimento de Elisângela não estava apta para concluí-lo. "Por enquanto, o laudo não vai sair, porque a psicóloga não teve condição de fazê-lo, já que ficou emocionada durante o depoimento. No futuro, vamos solicitar que outro profissional realize uma avaliação da Elisângela. Mas vamos esperar o julgamento do habeas corpus", acrescentou.

O pedido de habeas corpus está em tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e será julgado pela 2ª Turma Criminal do tribunal. 
 
* Estagiário sob supervisão de Humberto Rezende.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
ercilia
ercilia - 19 de Abril às 11:59
Bem, só tenho que parabenizar os profissionais e outras pessoas mais que estão ajudando essa pobre mulher.