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Correio Braziliense

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Artista plástico retrata Brasília em quadros coloridos e cheios de vida

Alexandre Mourão adotou a capital como lar há apenas três anos; "passei a ter um envolvimento com a cidade que me acolheu", afirma

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postado em 20/04/2017 06:00 / atualizado em 20/04/2017 00:16

Ed Alves/CB/D.A Press

Primeiro, o rascunho é feito a lápis. Depois, ganha o colorido da aquarela. Nas ilustrações, uma única musa inspiradora: Brasília. Na visão do artista plástico Alexandre Mourão, 32 anos, porém, a capital modernista não se restringe aos monumentos imponentes. “O dia a dia tem sua peculiaridade e, por isso mesmo, grandiosidade. Em pontos de ônibus, nas igrejas, nos parques, nas pessoas comuns andando de bicicleta, nos candangos, enfim, podemos enxergar um novo viés, um novo olhar sobre esta cidade que está em constante movimento e interação”, pontua.
 

Morador de Brasília há apenas três anos, o cearense se encantou, de cara, pelo espaço público da capital federal. “Passei a ter um envolvimento com a cidade que me acolheu. Por isso, registro o que mais me intriga, mais me fascina”, completa. Para tanto, Mourão vai além do lugar-comum e reafirma o seu estilo ao mesclar traços retos com um toque surrealista nas pinturas. A sintonia dele com a tinta aquarela é pontuada também pela delicadeza.
 
 

O domínio da aquarela é algo recente na vida de Mourão. Ele aprendeu a técnica quando foi visitar a família da mulher, na França, no fim do ano passado. O artista, que também é apaixonado por tango e frequenta ‘milongas’ nas noites da capital federal, conheceu a tradutora francesa Emilie Audigier em uma dessas festas. “Agora, somos casados e temos um filho de 9 meses. Quando viajei para lá, ganhei um estojo de aquarela. Assim, pude aprimorar essa técnica.”
 
Arquivo Pessoal/CB/D.A Press
 
O talento de Mourão, porém, começou cedo. Ele se iniciou na pintura em 2000, ao usar a técnica acrílica e óleo. “Aconteceu de forma autodidata e sob forte influência da minha tia, a pintora cearense Iara Mourão”, relembra. A partir daí, sentiu vontade de se aperfeiçoar, o que o levou a estudar artes visuais no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Em 2010, passou a atuar no coletivo Aparecidos Políticos. “Nesse grupo, realizamos algumas intervenções nos mais de 35 locais da cidade, simbolicamente referenciados a torturadores e assassinos”, destacou.
 
Arquivo Pessoal/CB/D.A Press
Com isso, foi convidado a trabalhar como pesquisador na Comissão Nacional da Verdade (CNV), em Brasília, em 2014, a fim de investigar as graves violações de direitos humanos na ditadura. Também atuou como consultor do Memorial de Anistia Política e como coordenador de articulação social e ações educativas da Comissão de Anistia — ambas instituições ligadas à perspectiva da memória no período ditatorial.
 
Arquivo Pessoal/CB/D.A Press
 
Mourão também veste o chapéu de psicólogo e, atualmente, cursa doutorado em psicologia na Universidade de Brasília (UnB). Ele recebeu diversos prêmios ao longo da trajetória artística: 65º Salão de Abril, em Fortaleza, 11ª Edição da Semana Pernambucana de Artes Visuais, II Edital Público Galeria Antônio Bandeira e IV Prêmio Leonilson de Artes Visuais.

Onde encontrar

As pinturas em aquarela de Alexandre Mourão 
estão expostas na loja virtual Aquasília (www.aquasilia.com.br).

Assista ao vídeo com o artista plástico, suas obras e seus 
lugares de inspiração no tablet 
e no site do CORREIO
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Jean
Jean - 20 de Abril às 09:25
Gostei, visão interessante sobre Brasília. Parabéns!