Dia dos namorados: casais aproveitaram o fim de semana para celebrar a data

Apesar da crise, para o comércio, também é tempo de comemorar: expectativa é de um crescimento de 5% nas vendas

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Ed Alves/CB/D.A Press

 

No domingo que antecedeu o Dia dos Namorados, muitos casais aproveitaram para planejar as comemorações da festa do cupido de hoje ou para uma celebração antecipada. O casal Rafael Avelar, 20 anos, e Gabriela de Moura, 16, se conheceu no carnaval de 2016. De mãos dadas no Pontão do Lago Sul, os dois aproveitaram o domingo de sol para comemorar adiantado o segundo Dia dos Namorados juntos. Apesar de terem começado o relacionamento em Brasília, hoje os dois vivem um amor a distância: Rafael foi aprovado em uma faculdade em Juiz de Fora e precisou se mudar da capital. Tranquilos e caseiros, eles contam que não têm grandes planejamentos para a data. A ideia, segundo eles, é aproveitar cada segundo juntos antes de quarta-feira, quando Rafael voltará para Minas Gerais.

 

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Mesmo com todo o alvoroço em torno do Dia dos Namorados, o jovem casal não parece preocupado com reservas de restaurante, programas a dois ou mesmo presentes caros. Para eles, o que importa é a companhia um do outro, de preferência, ao ar livre. “Gostamos de ficar sentados na grama, sem fazer nada”, descreve Rafael. Parque da Cidade, Pontão, Ermida Dom Bosco e qualquer outro pedaço de grama em que seja possível sentar, conversar e namorar são os lugares preferidos. “Ele é mais mão aberta do que eu, mas não somos muito de sair para fazer coisas caras”, comenta Gabriela. “Provavelmente, vamos assistir a um filme”, diz Rafael.

As longas filas e os altos preços “especiais” dos estabelecimentos em datas comemorativas como o Dia dos Namorados também espantam Gabriela e Rafael de programas típicos desse dia, como restaurantes e baladas. Sair para comemorar este ano também está um pouco mais complicado para o casal, já que Gabriela terá aula o dia inteiro. “Resolvemos sair no domingo justamente por isso, segunda-feira é um dia muito atribulado”, comenta Gabriela.

 

Ed Alves/CB/D.A Press
 


Ketri Bertoni, 36, e Lucas de Andrade, 28, também aproveitaram o domingo para relaxar. Com colchonetes, livros e até chimarrão, a fisioterapeuta e o engenheiro eletricista curtiram o sol. Comprometidos há um ano, este será o segundo Dia dos Namorados que passarão juntos. Os planos para a data não incluem grandes gastos, como jantares românticos ou passeios: para eles, o dia será como qualquer outro. “Até tivemos essa conversa, sobre se faríamos alguma coisa, mas vamos passar um na companhia do outro, fazendo coisas juntos, mas nada espetacular”, afirma Lucas.

Para Ketri, o Dia dos Namorados é apenas uma data comercial. “Somos contra isso, essa coisa econômica consumista, em cima dessas datas comemorativas”, reforça. Por isso, a noite do casal será em casa, com filme, vinho e comida caseira. “É só uma data para movimentar floriculturas, lojas de chocolate”, detalha ela. “Queremos só a nossa companhia mesmo, que é o que tentamos buscar sempre, não só no Dia dos Namorados.” Lucas concorda: o que importa, para ele, é estar com quem se ama, todos os dias do ano. “Não é que não vamos fazer nada. Estaremos juntos. Não é preciso gastar muito para fazer isso.”

 

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Comemoração antecipada

Segunda-feira é um dia atribulado para muita gente. Trabalho, estudo e compromissos, no caso do casal de estudantes de Educação Física Lídia Helena, 21, e Vinicius Miuccy, 19, tornaram o Dia dos Namorados uma data impossível de ser comemorada na data marcada. O jeito foi adiantar a celebração. “Fomos para um hotel neste fim de semana, porque segunda-feira será muito corrido”, conta Lídia.

As vantagens de adiantar a comemoração, segundo o casal, são muitas: evitar filas, não depender do atendimento sempre tumultuado em datas comemorativas e mais privacidade. O tradicional presente também não vai ser trocado neste ano. Na verdade, a hospedagem foi a forma que os dois encontraram de se presentear e aproveitar o dia ao mesmo tempo (e, claro, economizar). Pelo menos, era este o plano inicial. “Ele não cumpriu o que tínhamos combinado e me deu um ursinho, mas somos mais de viver o momento do que trocar presentes. Agora fiquei devendo um presente para ele. Fiquei com a cara no chão”, brinca Lídia.

Quando o dinheiro está curto, o casal se apega ao planejamento para sair de casa sem gastar tanto. Programar com antecedência e pesquisar são as principais ferramentas para passear sem entrar no vermelho. “Sempre procuramos promoções”, completa Vinicius. O rapaz, inclusive, é professor de muay thai, atividade que une ainda mais o casal — e ajuda a economizar na hora de pensar em algo para fazer juntos. “Ficamos bastante em casa treinando, fazemos outras lutas também”, diz Lídia. “Quando queremos sair, vamos para a casa de amigos ou fazemos viagens rápidas, para a Chapada dos Veadeiros.”

 

Ed Alves/CB/D.A Press

Boa perspectiva para vendas

Juntos há pouco mais de um ano, os estudantes do Ensino Médio Luca de Aguiar, 17, e Ana Luiza Ramos, 18, também pretendem passar o Dia dos Namorados de maneira mais barata. Como a segunda-feira será dia de aula, o plano é se encontrar à noite, em uma festa junina. “Vamos trocar presentes, mas é surpresa”, diz Ana Luíza. “Mas não será nada muito caro”, brinca. Para o casal, o domingo também foi a opção para adiantar a comemoração e passar um dia mais tranquilo, sem correria e com mais liberdade para transitar em locais sem tanta gente, como é comum em dias especiais.

Para o casal, apostar em simplicidade, como um dia no Parque da Cidade ou uma ida ao cinema, são as melhores opções para quem quer comemorar sem ter que gastar muito. “É sempre bom economizar um pouco, e é bom que a gente fica junto do mesmo jeito”, justifica Luca. Buquê de flores, chocolates, jantares à luz de velas podem até ter muito apelo na maioria dos casais, mas, para eles, não são providências necessárias para um Dia dos Namorados ser perfeito. “Gostamos de sair do óbvio”, completa Ana Luíza.

O Dia dos Namorados é uma data especial para os casais demonstrarem a paixão. Apesar da crise, para o comércio, também é tempo de celebrar. A data é a terceira melhor época para as compras. Perde apenas para o Dia das Mães e o Natal. E após dois anos de crise econômica, o otimismo está de volta nos negócios: a expectativa é de um crescimento de 5% nas vendas. 

De acordo com o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), Aldemir Santana, com esse dado, os empresários estão com uma boa perspectiva nas vendas. “Fizemos uma pesquisa com os consumidores e cerca de 51% disseram que vão comprar. A média dos gastos está em R$ 140, sendo que os ramos da moda, calçados e cosméticos são os mais evidentes. Estamos esperançosos de que este ano tem tudo para melhorar”, destaca. 

Adelmir comenta que a resposta no comércio vem desde a Páscoa e o Dia das Mães. “Percebemos que os empresários e os clientes estão mais confiantes para comprar. Pode ser por essa liberação do  Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou por medidas governamentais”, aposta. 

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